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13 de novembro

Coati (Nasua narica)

Salmos 23:6   “Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias  da minha vida e habitarei na casa do Senhor por longos dias”

Ele se aparenta muito com o guaxinim, porém tem o nariz mais pontudo e o corpo mais comprido. As patas nos lembram as patas dos ursos em tamanho menor e adequadas para subir em árvores, como os macacos. Dificilmente você vai encontrar um coati sozinho, porque eles vivem sempre em bandos. Ele é carnívoro, mas na ausência de carnes de outros animais, ele come raiz, frutas, minhocas e praticamente o que encontrar, podemos dizer que é onívoro. Tem ojeriza à água, mas se necessário sabe nadar muito bem. Só dorme no alto das árvores enrolados como uma bola e de lá só desce quando o dia está claro. Ele está em alta no momento como animal de estimação, pet como gostam de chamar, porque além de pelagem fofa ele é um grande fuçador, mete o focinho em tudo. Seu costume é enfiar o nariz nos buracos das árvores à procura de larvas e quando criado em cativeiro vai fuçar todas as coisas do dono, desde armários até as roupas, sapatos. São animais sociáveis e dificilmente agressivos, de fácil adaptação entre as pessoas. Ele tem o olfato e a audição bem desenvolvidos e por isso não gosta de locais barulhentos e nem de cheiro forte de poluição. Ele se estressa com sons altos. Ele se adapta tão bem com as pessoas e com crianças que precisa cuidar para não humanizá-los demais e contra sua natureza. Ele se afeiçoa tanto que passa a responder a comando de voz e a obedecer horários. Como ele é um animal fuçador, vive metendo o nariz em tudo, facilmente ele se enche de vermes e por isso, quando criado em casa, ele deve tomar vermífugo de vez em quando como uma criança. Quem visita as cataratas de Foz de Iguaçu fatalmente vai encontrar no parque um bando de coatis que se acercam dos visitantes para ganhar guloseimas, o que é proibido pelos cuidadores do parque.

E sabe o que eu aprendo com os coatis? Eu aprendo a sociabilidade, a facilidade de se adaptar com as pessoas e a disposição de deixar seus costumes naturais para conviver com os humanos. E pensar que há humanos nada sociáveis, cuja convivência é muito difícil. São pessoas que nunca aprenderam viver em sociedade, pessoas que nunca leram que o homem não é uma ilha, que todos nós somos seres gregários, isto é, vivemos em sociedade, um dependendo do outro. Quando assim entendemos, a vida se torna mais agradável, as amizades se desenvolvem, o amor se expressa com mais facilidade e nós nos aproximamos um pouco mais de Deus. A arte de conviver com as pessoas é a mais nobre arte que o ser humano pode aprender.

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