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Meditação diária de 13/08/2018 por Flávio Reti

13 de agosto

O Chupim (Molothrus bonariensis)

Isaías 65:21   “Eles edificarão casas e as habitarão, plantarão vinhas e comerão do seu fruto”

Chupim é uma ave pequena, de cor negra-azulada, que existe em todo o Brasil, e também é conhecido por maria-preta, gaudério, cupido, engana-tico, Maria-vadia, e o pior de todos “vira-bosta”, exatamente porque ele gosta de revirar esterco de vaca ou de cavalos para procurar grãos não digeridos de milho ou outros grãos. E o nome engana-tico é porque ele é uma ave oportunista ao extremo. Ele bota seus ovos no ninho do tico-tico e desaparece no mundo. O tico-tico sem desconfiar, choca os ovos dele e os seus e alimenta o filhote do engana-tico como se fosse seu também. E o filhote do engana-tico, o chupimzinho, é voraz, vive choramingando atrás do tico-tico pedindo comida por mais 15 dias depois de sair do ninho. Já se sabe de 55 espécies de aves hospedeiras dos ovos do engana-tico, logo, por isso mesmo ele é o pássaro mais odiado. Ele é pequeno, mede ao redor de 20 centímetros. Pode até ser confundido com o pássaro preto, a graúna. Acontece que por analogia, muita gente é chamada de chupim e, geralmente, são ocupantes de cargos públicos como prefeito, governadores, deputados, às vezes é um parente nosso e por aí vai. Pessoas que não tomam chá se SETOCA e só bebe SELHEDÃO. Se a pessoa não ficar esperta, vai ter que aguentar um desses alguns anos no cargo ou em casa. Esse tipo de chupim não deve ser mantido por perto, do contrário seu bolso pode adoecer. Esse tipo de chupim dá preferência a parentes mais próximos e sempre chegam fazendo cara de piedade, cara de Madalena arrependida. Vivem explorando a misericórdia das demais pessoas e dar-lhe comida é a forma mais fácil de tê-lo por perto. Conhece alguém assim? Às vezes lhe trocam o nome para sanguessuga, carrapato, parasita, fila-boia. Observar o comportamento dos chupins e dos “chupins” pode ser uma boa aula de humanidade, um bom exercício de humanismo, uma maneira inteligente de refletir sobre a vida industriosa e vadia, produtiva e insolente, útil e ordinária. Feliz é o homem que ao olhar para trás não tem de que se envergonhar, ele olha e vê que sua vida foi de alguma maneira útil, se não para a humanidade, pelo menos para sua família, seus filhos. Triste será olhar para trás e ver que viveu uma vida inútil, improdutiva, sem sentido e sem objetivo. Eu penso que Deus não poderá aprovar e nem salvar essas pessoas, porque, afinal, ele não vai poder tolerar mandrião no céu. Se no céu construiremos e plantaremos (Is.65:21), o que essas pessoas irão fazer lá?

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