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Meditação diária de 12/12/2018 por Flávio Reti

12 de dezembro

Carão (Aramus guarauna)

Habacuque 2:3   “… ainda que demore, espera-o, porque certamente virá e não tardará”

Está aí uma ave da família do grou que no Brasil recebe o nome de saracurão. É um tipo longínquo de garça que na língua Tupi-guarani se chamada “guaraúna” para significar “pássaro preto do brejo”. Ela mede até 70 centímetros, tem o corpo pardo mais para escuro e a garganta branca. O bico e a parte da mandíbula são amarelos e as pernas pretas. Especialista em caçar e comer caramujos gigantes, chamados de aruás, furando-os com o bico forte, os quais ela caça entrando na água, mas só até a altura da barriga, não mais. A maioria dos animais e aves que se alimentam de caracóis já aprenderam a quebrar o caracol para comer o animal interno, mas quando o carão não consegue furar o caracol com o bico, ele normalmente o leva e encaixa nalguma forquilha dos arbustos e espera pacientemente que uma hora ou outra o caracol vai ter que sair de dentro do caramujo e assim que puser a cabeça para fora, o carão numa rapidez incrível o apanha com o bico afiado e se delicia com ele. E geralmente é sempre no mesmo local, quase como um abatedouro, e ali em baixo do ramo em forma de forquilha sempre vai estar um amontoado de conchas vazias denunciando que um carão sempre almoça ali. É uma ave solitária que vive rodeando lagos e pântanos, margens de rios e poças de lama. É principalmente ativa durante a noite, raramente vista durante o dia. Quando não está procurando comida está sempre pousada em algum galho de arbusto baixo, pouco elevado do chão. Não canta, não grita, apenas produz um tipo de grasnado grave para sinalizar alguma aproximação estranha. Na gíria, entre a meninada, carão é sinônimo de vergonha. Até existe a expressão “passar carão” para dizer passar grande vergonha em público. Nada a ver com o animal cujo nome é carão, que não passa de uma saracura gigante, maior do que a “três potes” comum nas beiras de rios e lagos.

Ela nos ensina um boa lição de paciência. Quando ela não consegue furar a concha para se alimentar, não tem problema, ela espera pacientemente até o bicho ameaçar sair por si mesmo e pôr a cabeça para fora. É nessa hora que ela se aproveita e faz valer a pena toda sua espera. Nós, os crentes, há muito tempo esperamos a volta de Jesus a esta terra. Por vezes testemunhamos pessoas desistindo da espera, logo, abrindo mão do prazer de se encontrar com Jesus na sua volta. Se o carão fizesse o mesmo que muitos de nós, ela nunca se alimentaria, porque ela desistiria antes do bicho pôr a cabeça para fora da concha. Felizmente ela sabe esperar, como nós também deveríamos saber. Cristo vem logo, é só esperar mais um pouquinho.

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