Evento FIEL 2018
08/12/2018
Meditação diária de 12/12/2018 por Flávio Reti
12/12/2018

Meditação diária de 11/12/2018 por Flávio Reti

11 de dezembro

Narval (Monodon monóceros)

Daniel 2:28   “Mas há um Deus nos céus o qual revela os mistérios…”

É estranha, mas é um tipo de baleia, da família dos cetáceos. As baleias se dividem em dois grandes grupos, aquelas que têm na região da boca algumas barbatanas que elas usam para filtrar a água e reter os alimentos. Entre essas estão as maiores baleias conhecidas, como a baleia azul, o maior animal vivo que se conhece. O outro grupo é o grupo das que possuem dentes e se alimentam de outros animais aquáticos, peixes, lulas por exemplo. Normalmente as baleias não possuem pelos no corpo, são lisas e são animais mamíferos que respiram por pulmões. Elas têm o corpo em formato de peixe, mas não são peixes, inclusive têm as narinas no alto da cabeça e saem à superfície para respirar. E quer saber, elas chegam a medir 30 metros de comprimento e a pesar 180 toneladas, mais pesadas que um vagão do metrô e tão grande quanto. Talvez você não soubesse, mas a Orca, chamada de Baleia assassina, não é uma baleia, ela é um tipo de golfinho. Mas a narval é uma baleia dentada, de tamanho médio e que possui os maiores caninos entre os animais. A maior curiosidade da narval é que ela possui um dente canino esquerdo, só esse do lado esquerdo, alongado, comprido para fora da boca, parecendo uma lança com o qual fisga outros peixes. E para surpresa ainda maior, o dente comprido chega a medir mais de 3 metros, tem a forma helicoidal, isto é, torcido formando uma espiral. Assim como os elefantes na África são caçados e mortos para a retirada dos dentes de marfim, assim também os narvais eram caçadas pelos povos inuítes do norte do Canadá e da Groenlândia pela mesma razão, a carne e o marfim. Observando as imagens, não é difícil entender porque essas narvais recebiam o apelido de unicórneos marinhos e é óbvio que um animal assim estranho existisse sem servir de motivo de misticismo. Desde a idade média já se acreditava que a presa projetada da boca da narval era na verdade o chifre do unicórnio marinho e que teria poderes místicos que os povos Vikings souberam aproveitar, quando viajavam pelos mares, vendendo o produto no continente para satisfazer a magia das pessoas.

É admirável como as pessoas distorcem as coisas a ponto de rotular a narval como ornitorrinco com tanta facilidade. E é assim com muitas outras coisas. Nos dias de Jesus houve quem o rotulasse como filho do diabo, que expulsava demônios pelo poder do próprio demônio (Luc.11:15). Como pode ser visto, muita incompreensão esbarra na ignorância das pessoas, por isso devemos ser conhecedores de tudo o máximo que pudermos. O conhecimento não tem limites, mas a ignorância restringe o pensamento

Os comentários estão encerrados.