ContraPonto – Um Papo com Fabi Bertotti
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09/11/2018

Meditação diária de 09/11/2018 por Flávio Reti

09 de novembro

O Boto (Inia geoffrensis)

Oseias 4:1   “Ouvi a palavra do Senhor, vós filhos de Israel, pois o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque na terra não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus”

Boto ou golfinho? Para os biólogos não há diferença, é apenas nomes regionais. Mas no Brasil se convencionou chamar de boto esse representante dos cetáceos (cetáceo é o grupo das baleias) que vive no rio Amazonas, na água doce, e manter o nome golfinho para os que vivem no mar, em água salgada. Até nos livros a gente vê essa diferença de nomenclatura, mas na realidade tudo é a mesma coisa, se boto ou se golfinho, não importa, é o mesmo animal. Não existe diferença. Para você ter uma ideia, a mandioca, essa raiz comestível aqui do sul, recebe pelo Brasil vários nomes como aipim, macaxeira, e mandioca. Os botos são mamíferos e não peixes, embora vivam na água, e são muito inteligentes porque conseguem se acostumar com os humanos e interagir com eles, brincar com eles. Os botos se acostumam tanto que chegam a atender até pelo nome quando são chamados. São bons nadadores que chegam a imprimir a velocidade de quarenta quilômetros por hora, conseguem saltar até cinco metros de altura fora da água. Na região da Amazônia há uma lenda contando histórias de boto que se transformam em um homem muito bonito e forte, muito perfumado que geralmente aparece nas festas da região para dançar e seduzir as moças. É uma lenda usada como pretexto pelas moças que aparecem grávidas antes do casamento. Ao serem questionadas, elas sempre dizem que foi o boto. Por isso, toda moça ao sair para algum divertimento sempre são alertadas por suas mães para que se cuidem, não caiam no flerte de belos rapazes porque pode ser ele uma figura de algum boto disfarçado de um belo rapaz conquistador que pode engravidá-las.

“Foi o boto que me seduziu” dizem as moças que aparecem grávidas antes do casamento. “A serpente me enganou” disse Eva quando comeu do fruto proibido. Parecem situações semelhantes em que se tenta lançar a culpa sempre em alguém mais e não assumir o erro. É uma habilidade que o ser humano desenvolveu de nunca assumir a culpa pelos seus erros, de sempre procurar um culpado, contanto que não seja ele. Sem dúvida é uma fraqueza humana. O disfarce, a dissimulação estão presentes em quase todas as situações da vida humana e, quando isso fazemos, deixamos de ser autênticos e já podemos ser chamados de falsos, mentirosos, afinal, essa desculpa não passa de uma mentira. Mas, não nos enganemos, Deus não passa por alto pecado algum, ainda que pareça sem importância, ainda que seja um pecadinho só. No juízo estaremos diante de sua santa lei e lá não haverá desculpa “de boto”.

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