Meditação diária de 08/02/2018 por Flávio Reti
08/02/2018
Comentários da Lição 6 (1o Trim/2018) por Pr Sérgio Monteiro e amigos
09/02/2018

Meditação diária de 09/02/2018 por Flávio Reti

09 DE FEVEREIRO

A Cotovia (Lullula arbórea)

João 14:18 “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros”

 

O poeta americano, George Abbe, narrou a história quase inacreditável sobre a dedicação da cotovia. Diz ele que era uma manhã de janeiro no hemisfério norte e a temperatura estava abaixo de zero enquanto a neve caía e era soprada pelo vento. Ele estava dirigindo para o seu sítio e um bando de cotovias estava na estrada comendo alguma coisa e com sua aproximação o bando voou, mas uma delas não conseguiu voar e ficou com a asa pendurada tentando correr para escapar. Ele parou e cercando com sua esposa conseguiu pegar a avezinha. Ela tinha uma asa quebrada e o casal resolveu ajudá-la. Deram-lhe o nome de cotovina e iniciaram um trabalho de cuidado e atenção. Ela pertencia àquele bando que se alimentava no sítio deles e o Sr. Abbe fez uma gaiola e colocou lá perto do local onde os pássaros se alimentavam a cada dia. Logo um macho de penas coloridas e que fazia parte do bando se aproximou dela e começou a cantar para atrair a cotovia. As cotovias não cantam no inverno e muito menos em tempo de neve, mas aquele estava cantando para a cotovina. O Sr. Abbe deu-lhe o nome de cotovino e descobriu que cotovino era o parceiro da cotovina e que nunca havia abandonado-a. Todos os dias quando ela era trazida para sua gaiola, ele estava por perto e começava sua cantarola. Depois de várias semanas a cotovina já estava forte para começar a exercitar suas asas e o cotovino estava sempre por perto. Ele não se preocupava com a família ABBe e se aproximava deles a uma distância de um metro. Sua única preocupação era com cotovina. Finalmente chegou o dia de soltar cotovina. Ela voou diretamente para onde estava cotovino que começou a pular e cantar envolta dela com toda a gentileza própria das cotovias. Aquele casalzinho ficou no rancho e depois construíram um ninho e reiniciaram a criação de seu próprio bando.

Que lição maravilhosa para os casais. O cotovino nunca a abandonou e quando a localizou na gaiola sempre esteve por perto cantando para sua amada. Nos momentos em que ela estava com a asa quebrada ele sempre estava por perto. Esperou pacientemente sua recuperação e foi fiel reconstruindo sua prole e formando seu novo bando. Nem asa quebrada, nem uma gaiola, nem o tempo conseguiram separar o casal de cotovias. Ah! Se entre os homens e as mulheres fosse assim também. Nós teríamos casamentos mais fortes e famílias mais amorosas. A pequenina cotovia nos deu hoje uma lição muito grande de dedicação e comprometimento aos votos matrimoniais.

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