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08 DE FEVEREIRO

O corvo (Corvus brachyrhynchos)

Gênesis 8:7 “Soltou um corvo que, saindo, ia e voltava até que as águas se secaram de sobre a terra”

 

Quem pensa que corvo é o mesmo urubu está enganado. O corvo é considerado um passarinho, apenas com um porte maior. Ele é grande e negro com bicos afiados e anda pelo chão, ele não pula igual o pardal. Houve um escritor estadunidense, Edgar Allan Poe, que se imortalizou através do poema “O Corvo” (The Raven, no original em inglês), se popularizando como um dos autores mais irônicos do romantismo sombrio. Allan Poe o pintou como uma ave sombria, de maus agouros, mística, simbólica, macabra. Essa imagem negra, como negro é o corvo, ele adquiriu por causa de algumas práticas dessa ave. Ela é necrófaga, isto é, come cadáveres de qualquer animal e também de seres humanos se aparecer oportunidade. O corvo também tem, semelhante aos papagaios, a capacidade de imitar a voz humana e de alguns animais. Lembre-se que ela é negra e negra é a cor que nos remete às trevas, ao obscuro e ao que é maligno devido à nossa tradição cultural. Nós, brasileiros, temos medo do escuro, das trevas, e associamos tudo que é negro com escuridão, terror, coisas de outro mundo. Crendices, nada mais que isso.

Mas contrário à conotação negativa atribuída ao corvo aqui na nossa cultura, a maioria dos orientais consideram essa ave como um símbolo de proteção, de regeneração e mensageira de boas novas e por isso a figura do corvo sempre aparece como um amuleto de proteção e também nas tatuagens

A bíblia cita Deus enviando pão e carne para o profeta Elias, quando ele estava junto ao ribeiro esperando a ordem de Deus, através de um corvo. Durante vários dias o corvo lhe trazia pão e carne duas vezes ao dia (I Reis 17:6, 7). Nalgumas cidades americanas é comum vermos corvos andando pelas ruas entre as pessoas. Já estão quase domesticados e acostumados.

Falando de corvos, eu destacaria a fama sinistra que lhe atribuíram, sem uma causa aparente. Semelhantemente, nos últimos dias da história deste mundo, nós, os cristãos, seremos acusados de culpados pelas condições difíceis em que o mundo estará vivendo (O Grande Conflito, p.602). A despeito de toda má fama, o corvo continua existindo. Assim será conosco, apesar da perseguição que a bíblia projeta para os filhos de Deus nos últimos dias, os crentes triunfarão no final e herdarão a vida eterna prometida por Cristo e vamos continuar existindo eternamente.

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