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Meditação diária de 06/09/2018 por Flávio Reti

06 de setembro

O Dingo (Canis lupus dingo)

Salmos 46:1   “Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”

Dingo é um cão selvagem de porte médio, cabeça larga, focinho pontudo e orelhas eretas, cauda grossa e pelagem avermelhada variando em tom de amarelo, muito encontrado, em estado selvagem, na Austrália. Apesar de se parecer com o cão doméstico, que você bem conhece, eles não são nada fofinhos, só olhar nos dente já dá pra reconhecer, porque ele tem os dentes mais longos e mais pontiagudos. Eles são carnívoros e praticamente vivem caçando cangurus, wallabies e sariguês para comer. São animais sociais entre si e formam matilhas estáveis e territórios bem definidos, onde eles dominam. Eles também sabem ganir e uivar e às vezes latir, mas menos do que os cães domésticos. Podemos dizer que é um tipo de lobo da Austrália. Em 1980, os pastor Adventista Michael Chamberlain e sua esposa Lindy estavam acampados perto de Ayers Rock, um ponto turístico da Austrália, quando deram falta de sua filha mais nova que ficara na barraca. Seguindo as marcas de sangue só encontraram algumas peças de roupa que a menina usava. Tudo indicava que um dingo havia devorado a menina, porque o corpo da bebê nunca foi encontrado. Eles ficaram conhecidos por travar uma longa luta judicial a fim de provar sua inocência num dos julgamentos mais famosos no país. O acontecimento chocou o mundo durante 3 décadas, dividindo a opinião pública, porque eles foram acusados de tirar a vida da menina, Azaria, para algum ritual religioso. O casal foi preso e logo o pai ganhou a liberdade condicional, mas a mãe amargou 3 anos de cadeia. No último dia 9 de janeiro de 2017 o pastor Chamberlain faleceu aos 72, mas a opinião pública nunca aceitou as explicações dele de que o dingo deve ter comido a criança. Em 1986 eles tiveram a acusação anulada, depois que foram encontrados restos de roupas da criança perto da toca dos dingos. Esse episódio inspirou a criação do filme “Um Grito no Escuro” cujo desfecho se deu somente 32 anos depois do ocorrido. A justiça australiana entendeu que de fato o bebê foi morto pelo dingo, o argumento que o casal defendeu desde o princípio.

Como vê, há situações em que somos atirados sem que percebamos e de repente nos vemos em certas enrascadas que só mesmo Deus para nos livrar delas. Por isso, uma vida dedicada a Deus, vida de obediência, pode nos ser muito favorável em tempos de crise. O Senhor é sempre “socorro bem presente na angústia”.

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