Meditação diária de 04/08/2018 por Flávio Reti
04/01/2018
Lição da Escola Sabatina agora disponível de graça na Web
05/01/2018

Meditação diária de 05/08/2018 por Flávio Reti

O5 de janeiro

Andorinha (Hirundinidae)

Provérbios 27:8   “Qual ave que vagueia longe do seu ninho, assim é o homem que anda vagueando longe de seu lugar”

De repente eu me vi relembrando de um amigo que falava francês e na conversa que tivemos surgiu a palavra andorinhas em francês: hirondelles. Daí eu já relacionei com Inglês: Swallows, com italiano: rondini, com espanhol: golondrinas, com o alemão schwalben. Coisas de quem não tinha o que pensar.

Mas observando de fato as andorinhas, descobri uma coisa: elas não pousam no solo para se alimentar, elas ficam girando indefinidamente no céu e coletando aqui e ali os insetos que estão voando despreocupadamente. Quando querem pousar para descansar, elas procuram um fio da rede elétrica ou um galho seco de alguma árvore. A beleza das andorinhas está na sua elegância, na agilidade do voo e nas longas migrações. Existem no mundo cerca de 80 espécies de andorinhas espalhadas em todos os continentes e uma das maiores vive no Brasil, medindo 20 centímetros e pesando 43 gramas e tem a calda bifurcada. Calcula-se que cada cria de andorinha necessita de 1500 insetos por dia para se desenvolver. Em apenas 20 dias uma família de andorinhas é capaz de consumir 200.000 insetos. Os ninhos são normalmente feitos de lama com re4stos de vegetais e saliva e são encontrados nos barrancos, nos beirais das casas e barracões, em baixo das pontes, entre outros lugares. Tanto o macho quanto a fêmea se esforçam na construção do ninho que dura décadas. As andorinhas têm um senso de direção tão perfeito que depois de voarem centenas de quilômetros nas migrações, elas conseguem voltar ao mesmo local e ao mesmo ninho. Tanto o macho quanto a fêmea se alternam para chocar os ovos, em número de 3 a 5 em cada postura, e também na alimentação dos filhotes durante 26 dias depois de nascidos. No inverno, as andorinhas abandonam os locais frios, à procura de alimentação farta e migram para locais mais amenos e no final do inverno voltam em bandos barulhentos à sua região natal. Este retorno anuncia que a primavera está chegando. Na China antiga, as andorinhas eram símbolo de fidelidade. Os gregos consideravam as andorinhas um elemento importante no equilíbrio biológico porque eram úteis no combate aos insetos. No Islã, as andorinhas eram chamadas de pássaro do paraíso e representavam a renúncia e a boa companhia. Já para os Persas, a andorinha era símbolo de solidão, de separação dolorosa, por causa da natureza migratória delas.

Quanta coisa bonita podemos observar num simples pássaro entre tantos que existem na natureza, mas elas sempre nos ensinam alguma coisa boa. Elas nunca deixam o ninho para sempre, elas sempre voltam para casa. Elas formam casais fieis e nunca se separam. Tanto o macho quanto a fêmea enfrentam juntos a construção do ninho, o período de incubação dos ovos e depois da alimentação dos filhotes. A união entre eles com os objetivos comuns deveriam nos levar a pensar. Se eles, que pouco raciocinam, vivem um para o outro, por que nós, seres humanos, nem sempre conseguimos viver juntos? Quanta tristeza quando ouvimos de um casal que se separou. Isso, com certeza, não está nos planos de Deus. É coisa do inimigo!

 

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