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Meditação diária de 04/10/2018 por Flávio Reti

4 de outubro

O Porco do mar (Scotoplanes globosa)

Jó 5:11   “Ele põe num lugar alto os abatidos e os que choram são exaltados à segurança”

Esse porco do mar não parece nada com um porco, parece mais com um pepino do mar. São animais invertebrados que se locomovem com uma fileira de tentáculos fazendo as vezes de pernas e habitam águas profundas, tendo já sido observados a seis mil metros de profundidade. O comportamento deles ainda não é muito bem conhecido porque fica difícil fazer observações e estudo nesta profundidade. Mas já se sabe que eles sobem ou descem inflando os tentáculos com água e se alimentam de restos e detritos que caem no mar e afundam. Isso nos dá uma noção de que o que acontece aqui na superfície afeta a vida marinha lá no fundo, a seis mil metros. São encontrados em todos os mares do mundo, inclusive no Ártico, onde são vistos em locais mais rasos por causa da temperatura. Lá nas profundezas, eles usam muito bem o olfato para localizar alimento, geralmente carcaças de outros animais mortos, como baleias e outros peixes. Os observadores já identificaram grupos de mais de seiscentos caminhando juntos no fundo do mar. Realmente são criaturas estranhas e raramente serão vistas por um leigo não pesquisador porque elas não estão aqui por cima, mais perto de nós.

Pensando bem, que vida estranha e obscura levam esses animais ocultos lá nas profundezas dos mares, sem contato com outros animais, sem mesmo serem notados pelos seres humanos, não passa de uma vida praticamente não vivida, inútil. Não mostram sua beleza, não demonstram prazer de viver, se contentam com a obscuridade quase dentro do invisível, não fossem os equipamentos modernos para poder observá-los na profundidade dos oceanos. Isso me leva a pensar em pessoas que levam as suas vidas recolhidas na sua personalidade, dentro de seus limites imaginários, não se expõem à vida, não se apresentam para a comunidade. É praticamente uma vida inútil também. Algumas pessoas carregam consigo recalques e traumas de infância, abusos e discriminação que sofreram no início de suas vidas e agora não conseguem se recompor para encarar a vida com disposição de espírito, com ânimo. Preferem o recolhimento de uma vida miserável ao enfrentamento social. A vida é um desafio, temos, como disse alguém, que matar um leão a cada dia, mas é possível, porque o poder de Deus está à disposição a todos os seres humanos que sonham com uma vida mais elevada, mais sublime, mais perto do céu e mais distante da terra. Ao invés de descerem às profundezas, como fazem os porcos do mar, por que não subir às alturas, como fazem as águias, e procurar viver sublimando as dificuldades que a vida nos impõe? Tudo é uma questão de decisão, por isso, decida hoje viver acima da crítica, acima da escória deste mundo.

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