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04 de setembro

O Dodó (Raphus cucullatus)

Salmos 43:3   “Envia a tua luz e a tua verdade para que me guiem, levem-me elas ao teu santo monte, à tua habitação”

O dodó foi uma ave não voadora que existiu nas Ilhas Maurício, leste de Madagáscar. Era uma ave de um metro de altura e pesava uns 18 quilos, descrita como possuidora de uma plumagem acinzentada, com garras amarelas e bico preto curvo. Só sabemos das características dessa ave graças aos livros e gravuras feitas por artistas da época. Hoje o dodó é uma ave extinta, você nunca mais terá a oportunidade de ver um exemplar real na natureza. Diz a história que em 1598 os holandeses chegaram à ilha e começaram caçar indiscriminadamente os dodós que eram muito dóceis e não tinham receio dos humanos. Os invasores também trouxeram com eles cães de caça e gado para povoar a ilha. Por volta do ano 1700 já não havia mais nenhum exemplar vivo na ilha. Mas só no século XIX é que a extinção foi reconhecida, visto que naquela altura muitos cientistas julgavam que os dodós eram um mito, pois nunca tinham visto um e a própria Igreja Católica não permitia tal afirmação, visto que considerava que Deus era omnipotente e espécies por ele criada não podiam desaparecer. O que se tem hoje são fósseis de dodós ainda encontrados na ilha. Muitas aves são símbolos de lugares, de movimentos, de músicas, de cidades, mas o dodó é símbolo da imbecilidade deles próprios e dos humanos que chegaram à ilha. Assim que o penúltimo pássaro morreu, o último que ficou não foi capaz de pressentir o perigo da extinção e nem os colonizadores pressentiram. Na mesma ilha existe uma planta, uma árvore, chamada calvária. Apenas 13 delas sobraram na ilha e elas já estão com mais de 300 anos. Elas produzem sementes, mas desde 1600 ninguém foi capaz de plantar e fazer crescer uma nova árvore. A árvore deixou de crescer desde que os dodós deixaram de existir. Um cientista de nome Stanley Temple descobriu que a semente possui uma casca muito dura e que os dodós comiam e no estômago deles a semente perdia parte de sua dureza e ao ser expelida facilitava a germinação. Agora se sabe que quando o último dodó morreu, a árvore também foi condenada, mas demorou 300 anos para se descobrir isso.

Nossas ações também, muitas vezes, têm efeito tardio. Há coisas que precisamos tomar conhecimento em tempo oportuno ou ficaremos privados de muitas outras coisas pelo atraso na nossa visão. A vida está se escoando e nós precisamos tomar consciência disso enquanto é tempo.

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