Quartas-feiras de Oração – Programação 08/2018
01/08/2018
Nota Fúnebre: Pr. Tesinho Pereira Bahia
02/08/2018

Meditação diária de 02/08/2018 por Flávio Reti

02 de agosto

A lesma (Lepisma saccharina)

Provérbios 1:8   “Filho meu, ouve a instrução de teu pai e não deixes o ensino de tua mãe”

Lesma é o nome vulgar que as pessoas dão a qualquer molusco, seja aquele que carrega um caracol, uma concha ou simplesmente não carrega nada. É difícil fazer alguém compreender o que é uma lesma, porque há, dizem os entendidos, umas 75 mil espécies de lesmas e isso inclui os caracóis, as lesmas propriamente e alguns animais marinhos. A maioria das lesmas são animais inofensivos às pessoas, mas chegam a ser praga na agricultura, porque elas se alimentam, durante a noite, das folhagens das plantas, das flores e também da fruta e inviabilizam o comércio de verduras e frutas atacadas por elas. Elas são muito sensíveis ao sol e se desidratam facilmente. Uma das maneiras de eliminar as lesmas é jogar sal nelas. Ao se movimentarem elas vão deixando para trás um visgo que ao secar indica o caminho por onde ela passou. Elas põem ovos, em número de uns trinta mais ou menos, e os deixam para trás em algum buraco ou embaixo de alguma cobertura. Quando eu era menino, eu gostava de procurar lesmas e caracóis pelo quintal e coletar os ovos para brincar de granjeiro e as lesmas eram minhas galinhas de faz de contas. Sapos, cobras, salamandras, tartarugas, ratos e pássaros são os predadores em potencial de lesmas, mas elas, quando atacadas, podem contrair o corpo e liberar mais muco dificultando o sucesso do predador. Os franceses costumam comer as lesmas, mormente uma espécie denominada scargot que em alguns lugares do Brasil virou epidemia. Eu me lembro de uma época que os cafeicultores pagavam os meninos da minha vila para colher pequenos caracóis que infestavam os cafezais e pagavam por litro de caracóis colhidos dos pés de café. Era gostoso ganhar um dinheirinho para comprar sorvete.

Eu fiquei pensando no rastro que elas deixam atrás de si enquanto avançam na sua jornada noturna ou diurna em busca de alimento e me lembrei, não sei porque, de uma frase do escritor Coelho Neto, onde ele diz que “o que sobe por favor deixa sempre rastro de humilhação”. Refazendo a frase dele, para ficar mais compreensível, eu diria da seguinte maneira: Os que sobem na vida às custas de outrem, deixam sempre atrás de si um rastro de humilhação. Vivemos numa sociedade aberta, qualquer um pode mudar de classe social, bastando tempo e oportunidade. Essa compreensão é muito importante para a pregação do evangelho, porque as pessoas devem se sentir livres para aceitar Jesus como seu salvador e mudar de vida. Deixar a vida de pecados e de inutilidade para viver uma vida santa e útil a todos que nos rodeiam. Essa é a beleza do evangelho, mudar as pessoas sem deixar para trás nenhum rastro de humilhação.

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