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Meditação diária de 01/06/2018 por Flávio Reti

01 de junho

O Vison  (Mustela lutreola)

Jó 30:16   “E, agora, dentro de mim se derrama a minha alma; os dias da aflição se apoderaram de mim”

O vison é mais um mamífero da família das raposas, doninhas, lontras, martas e até dos gambás, mas este de hoje, especificamente, possui hábitos aquáticos e tem uma pelagem muito macia e bela, vindo a ser o mais cobiçado para as roupas de pele. Eles já são criados em cativeiro para fornecer peles para a indústria no mundo da moda. Muitos ativistas dos direitos dos animais vêm lutando contra a “produção de peles” por causa da caça desenfreada, a morte agonizante, os sofrimentos do confinamento e os maus tratos aplicados aos pobres visons. Os animais são apanhados na natureza através de armadilhas colocadas em locais estratégicos que os pegam pelas pernas quebrando seus ossos. Isso não impede que outros animais, que não são vison, também acabem sendo mutilados e mortos sem causa. Ele não morre imediatamente, porque a armadilha apenas quebra as pernas provocando sangramento e grande dor. Quando o caçador aparece é para abater o animal com golpes na cabeça até a morte. Quando criados em cativeiro, os produtores aconselham a morte deles por afogamento para não danificar a pele, que será usada na fabricação de casacos para madames do mundo inteiro. Os visons são por natureza animais brincalhões, muito curiosos e inteligentes entre eles, mas apesar disso não são bons animais de companhia porque têm dentes aguçados e a mandíbula forte, e como são agressivos, isso pode causar acidentes indesejáveis. Os visons criados em cativeiro durante o último século não foram com o objetivo de serem mansos e domesticáveis. O objetivo sempre foi lucros com suas peles. Certa vez li alguma coisa sobre a derrubada dos pinheirais para a fabricação de palitos de fósforo e no texto o articulista dizia mais ou menos assim: “Fazem um pinheiro sofrer tanto para brilhar apenas alguns segundos”. Da mesma maneira podemos dizer do pobre vison: “Fazem um animal sofrer tanto para passear no ombro de uma madame apenas algumas horas”. O luxo, o glamour, o conforto com um casaco de pele não justifica o sofrimento, os maus tratos e a morte dos animais, mesmo sendo criados em cativeiro com esse objetivo. Fazer sofrer os animaizinhos criados por um Deus de amor por motivos egoístas não faz muito sentido. Afinal, são criaturas de Deus e ele deve ter algum outro propósito mais elevado para a criação do vison.

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