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28 de novembro

Ratel africano (Mellivora capensis)

Salmos 133:1   “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!”

O ratel pertence à família dos mustelídeos, da mesma família da raposa, do gambá, do texugo e às vezes ele é chamado de texugo africano. Ele tem quase os mesmos hábitos do texugo (visto no dia 23 de maio) com algumas particularidades diferentes dos texugos. Primeiramente, ele não tem cara de bom amigo, ele é um lutador feroz que está sempre disposto a atacar qualquer outro animal que cruzar na sua frente. Ele é baixo, mas de corpo grosso e forte, o que a gente chama de corpulento. As pernas são curtas, pesadas e curvas. As mandíbulas fortes e os olhos brilhantes. Olhando para ele, nos seus beiços carnudos, temos a impressão de que ele está sempre rindo. Geralmente a pelagem é negra com uma manta branca, em forma de capuz, que vai da testa até o rabo. Parece mais uma capa branca sobre um corpo preto. Ele prefere caçar à noite e seu andar é vasculhando com o nariz quase arrastando pelo chão à procura de ratos, filhotes de coelhos e qualquer outro animalzinho, até lesma serve de comida. Como ele gosta muito de mel, ele aprendeu seguir um passarinho cujo nome é “indicador” na língua da região onde ele vive, que vai cantando e mostrando o caminho até onde se encontram as colmeias selvagens, normalmente em árvores ocas ou em buracos dos troncos velhos e secos. Ao achar a colmeia, o ratel usa suas fortes garras para arrancar como uma pá os favos e lambe todo o mel, deixando as sobras de cera, filhotes de abelhas, ovos de abelhas, para o passarinho que lhe ensinou o caminho. Sabido ele, pensa o que! Quem, sem o conhecer, olha para ele, nunca imagina do que ele é capaz. Apesar de seu porte pequeno e uma aparência até normal, que não intimida muito, ele é um dos animais mais destemido e violento entre os animais mais ferozes do mundo. Ele também faz tocas e cava túneis que se encontram por baixo da terra formando labirintos que só ele sabe como sair de lá.

Mas, pensando bem, de que serve tanta valentia, tanta coragem, se seu hábito é sair à noite geralmente e viver metido numa toca escura o dia todo? Se ele fosse uma pessoa, o conselho que eu daria seria para ele sair do anonimato, buscar o sol e deixar a vida brilhar. Viver em comunidade, misturar-se com os demais e aprender a viver em famílias. Entre nós, os humanos, só se esconde quem tem algum passado feio, sombrio, alguém que deve alguma coisa para a sociedade, ou para a justiça, do contrário todos nós estamos por aí, juntos uns dos outros. Conviver é a palavra certa, viver bem com os demais é a grande arte da vida. A vida obscura de um ratel não pode servir de exemplo para ninguém.

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