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07 de novembro

O quero-quero (Vanellus chilensis)

Apocalipse 3:2   “Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus”

O quero-quero, quem-quem, tetéu, xexéu ou também conhecido como abibe-do-sul é uma ave muito comum em todo o Brasil. É uma ave pernalta que frequenta nossos gramados e várzeas, banhados e pastagens, até em campos de futebol e sempre à procura de insetos e pequenos animais como redores e batráquios, caracóis e até peixes. Na ponta da asa ela ostenta um esporão de osso pontudo, sua arma de defesa, que ela exibe aos rivais ou aos inimigos quando ela estende as asas para voar e mesmo durante o voo. Tem também um penacho voltado para trás na nuca, semelhante às cacatuas. Costuma viver em bandos e se vir aproximar algum intruso no local que ela julga seu território, ela faz uma gritaria danada para dar o alarme primeiro. Essa característica a transforma em um bom cão de guarda, pois até as capivaras aproveitam da sua gritaria para se safar porque sabem que há intrusos por perto quando o quero–quero se manifesta. O grito dela pode significar algum perigo. É muito estimado pelos fazendeiros, por ser o “vigia” das fazendas, funciona como sentinela dos lugares onde habita, alertando para qualquer alteração na sua área. Qualquer barulho ou intruso é logo denunciado pela gritaria. Há empresas que criam o quero-quero no pátio de suas instalações para servir de algum modo como alarme. É uma ave que gosta de brigar com outras espécies. Quando elas estão chocando, elas não têm medo de cães e nem de pessoas, atacando-os com voos rasantes e picadas na cabeça. Seu nome é um onomatopaico, porque o nome imita o som que ela produz ao gritar com o bico escancarado. O quero-quero é uma ave um tanto relaxada, porque não se preocupa em construir um ninho para os filhotes. Elas se ajeitam em ninhos muito simples, às vezes apenas um buraco no chão, mas ela não se preocupa em construir um ninho na árvore, no forro das casas, não tem a preocupação de abrigo, mas ela é ciumenta quando tem ninho com filhotes. Ela ataca quem passar por perto, não é bem um ataque, mas uma forma de defender os ovos ou os filhotes de possíveis predadores.

Se eu tivesse que destacar uma de suas características, eu diria que é a vigilância. Ela é uma ave que está sempre em alerta, a qualquer sinal de perigo ela dá o alarme e ataca se precisar. Não é assim que deveríamos ser quando se trata de cuidados da nossa vida espiritual? Estar sempre alerta, vigilante, e se manifestar prontamente quando surgir sinais de que nossa vida corre perigo, quando nossa fé sofre assaltos, quando nossa consciência é aviltada. Um cristão verdadeiro sempre é vigilante de sua vida espiritual.

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