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06/11/2018

06 de novembro

O João-de-barro (Furnarius rufus)

Marcos 10:7,8   “Por isso, deixará o homem a seu pai e sua mãe e unir-se-á à sua mulher e serão ambos uma só carne”

Na língua inglesa o nome do joão-de-barro é “oven-bird” significando “pássaro-forno” e no espanhol seu nome é “hornero” cujo significado é “forneiro”, fabricante de forno, porque sua casa feita de barro, que ele carrega durante dias de bolinha em bolinha no bico, se parece com um forno caipira, daqueles ainda existentes nas fazendas e nos sítios que as mulheres usavam para assar pães e bolos, torrar amendoim, assar batatas. Quem nunca se admirou de ver aquelas casinhas nos galhos das árvores, em cima dos postes elétricos e um passarinho olhando da porta de entrada? É ele, o João-de-barro, um pássaro muito habilidoso, cujo nome em Latim significa “ave vermelha construtora de fornos”. Juntos, ele e ela, constroem uma casa de barro com uma divisória interna e dentro dela fazem o ninho. A construção é de modo a evitar o vento e o acesso de possíveis predadores, e a porta de entrada é sempre voltada para o lado contrário de onde vêm as chuvas. E ele sabe preparar o barro, porque ele mistura na proporção certa a lama, esterco de vaca e palha de cereais e dependendo do tipo de solo a proporção de esterco ou de palha pode variar. O casal, que trabalha unidos, fazem centenas de viagens e mesmo assim a construção da casinha demora de 15 dias a um mês. Eles não utilizam a mesma casa mais do que duas vezes. Eles preferem construir novas casas e se não houver espaço no local escolhido, eles sobrepõem uma casa em cima da outra formando vários andares, até sete andares já foram encontrados. As casas velhas abandonadas servem de casa para outros pássaros mais preguiçosos como o tuim, o pardal, o tico-tico. Quando o joão-de-barro e a maria-de-barro se casam, é para toda a vida. Eles formam um casal e nunca mais se separam. Se um deles morrer, o outro permanece solteiro o resto da vida.  O folclore popular diz que o João-de-barro costuma prender sua amada dentro da casa em caso de traição deixando-a morrer de fome trancafiada lá dentro, mas isso não passa de crendice popular. Parece que é o ser humano atribuindo aos animais defeitos que são seus, imperfeições que são suas. O povo acredita, porque uma mentira contada muitas vezes acaba virando verdade no imaginário das pessoas. Mas uma boa lição fica da vida do joão-de-barro: A fidelidade do casal que deveria servir de exemplo para muita gente que hoje vive separada por motivos fúteis. Esquecem-se do “que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mar.10:9).

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