Meditação diária de 03/12/2018 por Flávio Reti

TV Vendas Meditações de Pôr do Sol 2019
02/12/2018
Lançamento do CD do Coral Canto Livre 2018
03/12/2018

03 de dezembro

Varano  (Varanus giganteus)

Isaías 29:13   “…Pois que este povo se aproxima de mim e com a boca e com os lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o coração…”

O nome é até bonito, mas o bicho é feio. É mais um lagarto, mas muito maior do que o famoso dragão de Komodro. Endêmico da Austrália, ele chega a medir 2 metros e meio de comprimento. Eles tem um pouco de semelhança com o dragão de Komodro, porque sua dentada também pode causar lesões que infeccionam rapidamente e podem matar qualquer animal grande, inclusive um ser humano. É o maior lagarto australiano que, por incrível que pareça, pode se alimentar de outros lagartos, de répteis diversos, inclusive filhotes de wallabys (Wallabys é um tipo menor de canguru). Olhando para ele e observando seu tamanho, temos a impressão de que se trata de um animal lerdo, moroso, mas a gente se engana, porque ele é muito ágil e rápido. Os aborígenes da Austrália o conhecem por Perentie e tem conhecimento de que ele é o maior lagarto da Austrália e o quarto maior do mundo. A língua do varano é bipartida, semelhante à língua das cobras que ele mantém o tempo todo fora da boca sentindo o ambiente e se baseando por ela para caçar, procurar, decidir, como se fosse uma antena que capta tudo pela frente, inclusive presas fáceis. Diferentes dos demais lagartos, esse tal de varano, com frequência, se põe em pé sobre suas patas traseiras para observar o ambiente ao seu redor. Para fazer isso ele se vale das patas traseiras e do rabo, por isso essa posição é conhecida como “posição trípode”. Embora tenha quatro pés, ou quatro patas, eles conseguem andar muito ligeiro com duas patas apenas. Eles se levantam, ficam eretos e correm. Ele vive em tocas subterrâneas que ele mesmo cava com suas garras e estas tocas ligadas por túneis de até vinte metros, mas sempre tortuosas, curvas, de modo que não dá para ver muito na frente. Segundo contam no folclore australiano, esse tal varano é imune a mordidas de serpentes venenosas e o papel que ele goza na cultura aborígene é muito grande, do ponto de vista mitológico, como totem de tribos, e como alimento. Dizem, não se prova, que sua carne era alimento preferido pelas tribos do deserto australiano e sua gordura era utilizada para fins cerimoniais e medicinais.

Minha admiração não vai para o lagarto varano, mas para os aborígenes que comem sua carne e utilizam sua gordura para cerimonias da sua crença. Eu fico pensando em como o homem se afastou tanto de sua dignidade, de sua criação como filho direto das mãos de Deus, e se presta para atos tão horripilantes como comer um bicho tão asqueroso. Realmente, o ser humano se afastou de seu criador, sem dúvida.

Os comentários estão encerrados.