Meditação diária de 01/12/2018 por Flávio Reti

Matéria da Street Store Hortolândia 2018 na TV Hortolândia
30/11/2018
CANCELADO – Programação do Projeto Reparando Brechas
01/12/2018

01 de dezembro

Abetarda (Otis tarda)

Salmo 119:11   “Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti”

É uma ave super curiosa, porque é uma ave grande que não sabe atacar e nem se defender. Seu único meio de defesa é a fuga. Por qualquer suspeita ela foge entre a vegetação diante da menor desconfiança. Uma pedra deixada perto do seu ninho, ou no seu meio ambiente já é motivo suficiente para ela se esquivar e mudar de rota. Ela nunca se arrisca e quando, por alguma razão, é perturbada, ela desanda a correr para se afastar do local e pode também voar. Mas ela tem dificuldade para se esconder, porque é uma ave grande, não é qualquer lugar que provê esconderijo para ela. Ela gosta de viver em bando de até vinte indivíduos entre as plantações à cata de insetos e sementes. Seu habitat é o Norte da África e a Península Ibérica, mas no inverno ela é encontrada na Austrália e até na Índia, sinal de que ela voa longe. Quando ela tem filhotes, ela toma todo cuidado e costuma atrair os predadores para longe do ninho para proteger a cria. Ela tem o tamanho aproximado de um peru, sendo o macho um pouco maior do que a fêmea. Enquanto as fêmeas tem 80 centímetros de comprimento, os machos chegam a um metro com uma envergadura de 2.3 metros e chegam a pesar até 16 quilos. Os machos adultos possuem um certo tipo de bigode formado por um tufo de penas que lembram bigodes, mas isso só depois de 6 anos de vida. Ela não permite a aproximação de pessoas e voam assim que percebem, mas para levantar voo ela precisa tomar impulso, dando uma corridinha para sair voando, assim como um avião na pista. Corre, embala e só depois levanta voo. É uma ave bonita, de bela plumagem e gosta de se exibir na época do acasalamento, especialmente os machos. Eles levantam as asas, arrepiam as penas do corpo, abrem o leque do rabo e fazem pose de galã todo empertigado. Será muito difícil encontrar uma abetarda aqui na América do Sul porque ela só se encontra lá pela África, Europa.

Eu destacaria a sua capacidade de fugir diante do perigo. Também me lembro de José, no Egito, quando perseguido pela esposa de Potifar, ele deixou a agasalho e fugiu. Essa é uma maneira de evitar o perigo. Todos nós deveríamos estar condicionados a fazer exatamente o mesmo quando nos virmos diante de algum perigo espiritual. Nunca ousar desafiar o tentador, diante da sua aproximação, a melhor coisa a fazer é deixar o local e fugir como quem foge de uma lepra. Não vale a pena esperar para ver o que vai acontecer, porque qualquer um sabe o que vai acontecer. Vai pecar e perder o céu.

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