Culto de Oração (30/10/2019 às 20h00)
30/10/2019
Meditação diária de 01/11/2019 por Flávio Reti – Luís Vaz de Camões
01/11/2019

Meditação diária de 31/10/2019 por Flávio Reti – Catherina de Medicis

31 de outubro

II Coríntios 6:17    “Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; não toqueis coisa imunda e eu vos receberei”

Catherina de Medicis

Catherina de Medicis era Rainha da França pouco tempo depois do descobrimento do Brasil e era sabido de todos que ela padecia muito com enxaqueca. Aconteceu que Cristóvão Colombo ao passar por aqui, viu os índios da América do Sul tirando baforadas de cachimbos improvisados e cheios de uma planta em brasa que depois veio a ser conhecida como “nicotiana tabacum”. A planta logo foi levada para a Europa para servir de planta ornamental pela sua beleza e passou a ser cultivada pela família real Portuguesa e também pela propaganda de que era medicinal. Em 1560, quase 70 anos depois, o embaixador da França em Portugal veio a saber que a planta curava enxaquecas e como ele sabia que a rainha Catherina de Medicis sofria com esse mal, ele enviou para ela amostras da planta e das sementes para ela usar como os índios usavam aqui na América. A rainha passou a fumar no cachimbo também e fazer uso da planta seca e moída como rapé, iniciando assim, na Europa, o hábito de fumar porque nisso ela foi seguida pelos seus cortesãos, os nobres da sua coorte, até que o vício se espalhou por toda a Europa criando o mercado do tabaco em pó, o rapé. Em menos de um século, o tabaco já era conhecido no mundo todo. Sua expansão se deu através dos soldados e marinheiros como passatempo durante as longas viagens e também pela ajuda dos portugueses que levavam a planta para a Europa abastecendo o novo comércio e fazendo dinheiro.

Hoje o Brasil é o segundo maior produtor de tabaco no mundo com padrão exportação e, somente em 2015, as exportações brasileiras alcançaram um total de 2.19 milhões de dólares embarcados para os mercados mundiais. Num total de 690 toneladas, 85% foi destinado ao mercado externo. Isso quer dizer que 100 toneladas ficaram para envenenar os brasileiros no ano de 2015.

Observando esses valores tão elevados e gastos com uma droga, para satisfazer um vício asqueroso, fétido, me vem à mente a pergunta feita por Isaías quando disse: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão e o produto de vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente e comei o que é bom…” (Is.55:2). Como “a terra ainda está cheia da bondade do Senhor”, há tantas coisas para se comer e beber que fica quase impossível entender como alguém consegue colocar uma droga tão fétida e asquerosa na boca, sugar e soltar pelas narinas e achar isso muito bom. Que Deus nos ajude a ser suficientemente inteligentes para saber separar o que há de bom nesta vida e fazer planos para a vida futura. É um tanto estranho o homem fumar e sair soltando fumaça pelas narinas como uma locomotiva a carvão. Quando os trens eram puxados por locomotivas a vapor, a fumaça subia e fagulhas acesas ainda caíam sobre os passageiros. Era comum alguém descer do trem com o paletó queimado pelas fagulhas que desciam junto com a fumaça. Alguém disse que, se fosse para o homem fumar, Deus teria feito uma chaminé na cabeça e não um nariz no meio da cara. A pergunta do profeta Isaías é bem pertinente: Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão?

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