Meditação de Pôr do Sol 29/11/2019 por Walter Jason Schveitzer
29/11/2019
Relatório da Comissão de Nomeações para 2020
30/11/2019

Meditação diária de 30/11/2019 por Flávio Reti – Humberto de Alencar Castello Branco

30 de novembro

João 8:32  “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

Humberto de Alencar Castello Branco

O 26º presidente do Brasil e o primeiro que inaugurou o período da Ditadura de 1964. Ele foi um dos e o principal dos articuladores do golpe militar que depôs João Goulart que não vinha correspondendo a contento com os anseios da população. Com a renúncia de Jânio Quadros, João Goulart que era seu vice assumiu em meio a crises após crises. O clima político era instável e todos temiam pela anarquia. O jornal Correio da Manhã, no Rio de Janeiro, por três dias consecutivos estampava um editorial com os seguintes títulos: Chega! Basta! Fora! A igreja dominante vinha insuflando a população com a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade, os camponeses se organizando em passeatas e a inflação altíssima. Os militares temeram que o Brasil seria uma nova Cuba sob o regime comunista por influência do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e da Rússia e Jango havia sido eleito pelo PTB, logo, resolveram interferir. Castello Branco era um militar experiente, havia combatido o fascismo na Itália. A primeira medida de seu governo foi banir os partidos políticos, acabar com o pluripartidarismo, cassou o mandato dos deputados e convocou eleições indiretas. Castello Branco esteve na França estudando a arte militar, esteve nos Estados Unidos fazendo cursos de aperfeiçoamento e com isso se saía como cabeça dentro do exército brasileiro. Ele tinha uma máxima que dizia o seguinte: “As forças armadas não fazem democracia, mas garantem-na. Não é possível haver democracia sem Forças Armadas que a garantam” e daí ele chamava as forças armadas de democráticas. Para os militares, o golpe de 1964 se justificava porque eles perceberam em João Goulart um governo fraco e perceberam também o Brasil caminhando a passos largos para uma derrocada que ninguém sabia aonde ia dar. No conselho dos militares eles queriam salvar o Brasil e libertá-lo mais uma vez. O problema foi que os militares tinham a mão pesada demais e estabeleceram um regime excessivamente autoritário e nacionalista. Foi um período de profundas alterações na estrutura política do Brasil, na vida econômica e na vida social. A repressão durou de 1964 até 1985, foram 21 anos sob rígido controle político onde as músicas eram censuradas, a expressão pública proibida, jornais reprimidos, manifestante de qualquer natureza era sequestrado e aparecia morto. Manifestações estudantis severamente reprimidas e abafadas a custo de bombas de gás lacrimogêneo, cachorros e cassetete, quando não era com bala de verdade. Muitos líderes populares estiveram presos ou foram deportados para não causar embaraço ao controle militar, mas um grande número deles se auto exilaram. A repressão trouxe a perda de inúmeras liberdades para a população brasileira. Qualquer suspeito, nem precisava ser, era interrogado e submetido à tortura por aqueles que se diziam contra o regime comunista. Estudantes, jornalistas, professores eram os mais visados, fato é que mais de 300 perderam a vida de maneira até hoje inexplicada.

Tudo se pode perder nesta vida, mas quando se perde a liberdade fica muito mais complicado. O homem pode perder o emprego, um amigo, um parente próximo, a saúde, mas perder a liberdade é ainda pior, porque quando se perde alguma coisa a pessoa contorna a dificuldade de alguma maneira, mas quando se perde a liberdade, não está em nós recuperá-la, está no outro que nos negou a liberdade e não quer nos dar mais. E daí, pronto, você fica sem ação, porque não depende de você, depende do outro. Por isso Jesus disse acertadamente que “Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36).

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