Meditação diária de 29/04/2017 por Flávio Reti
29/04/2017
Meditação diária de 01/05/2017 por Flávio Reti
01/05/2017

Meditação diária de 30/04/2017 por Flávio Reti

Dia do Ferroviário

“Além disso tens trabalhadores em grande número: canteiros, pedreiros e carpinteiros e toda sorte de peritos em toda espécie de obra. Do ouro, da prata, do bronze e do ferro não há conta. Levanta-te, mãos à obra e o Senhor seja contigo” I Crônicas 22:15 e 16

Eu me lembro do dia em que o professor de Latim entrou na classe e disse em voz alta ao entrar: Fero, fers, tuli latum ferere. Imediatamente um gaiato lá de trás dando ares de sabichão traduziu: Quem com ferro fere com ferro será ferido. O professor nem olhou para ver quem era e disse: idiota! Não percebeu que são as formas primitivas do verbo conduzir em latim? (Conduzo, conduzes, conduzi, conduzido, conduzir). Nada a ver com ferro e nem com o verbo ferir.

O conhecimento do ferro vem dos primórdios da história da humanidade. A produção de ferramentas de ferro teve início muitos anos antes de Cristo. Davi começou a reinar no ano 1006 antes de Cristo e o uso do ferro já era largamente conhecido nos seus dias. Fato é que ele acumulou ouro, prata, bronze e ferro para seu filho Salomão construir um templo para Deus em Jerusalém.

Ferro é uma palavra primitiva, dela derivamos ferradura, ferrolho, ferrovia, ferroviário, ferrenho, ferreiro e muitas outras. O dia de hoje é dedicado ao ferroviário. Muita gente nova não sabe o que quer dizer ferroviário, mas os mais idosos sabem muito bem. Ferroviário é a pessoa que trabalha ou trabalhou numa ferrovia, numa estrada de ferro. Hoje existe o metrô que praticamente é o mesmo trem, mas ganhou um nome diferente, “metroviário”. A primeira ferrovia construída no Brasil foi inaugurada em 1854, tinha 14 quilômetros e ligava a Baia da Guanabara à cidade de Petrópolis com um trecho de 14 quilômetros. O Brasil viveu uma fase áurea com as ferrovias, especialmente na interiorização do Estado de São Paulo com a época do café. Sendo o café uma planta que exige terras novas, à medida que os colonos iam avançando com a plantação do café pelo interior do estado, a ferrovia vinha logo atrás para retirar a produção. Assim muitas cidades foram criadas ao longo das ferrovias. Foi a saga do café e das ferrovias.

O ferro é o metal mais usado no mundo. Muitas vezes ele é tomado como metáfora para ilustrar situações difíceis, pessoa teimosa, coisas que não mudam, etc.

O profeta Jeremias querendo ilustrar a situação do povo de Israel diante da invasão babilônica e, orientado por Deus, confeccionou um canzil de madeira e colocou sobre seu próprio pescoço indicando com isso dominação, jugo, submissão. Um seu conterrâneo se ofendeu com isso, quebrou o canzil e deu com ele em Jeremias (Jer.28:10). O Senhor mandou que Jeremias confeccionasse outro, mas de ferro (Jer.28:13).

O próprio Deus se valeu da metáfora do ferro para indicar sua firmeza de propósito e dureza da intenção, ao permitir o cativeiro de Israel. Eu vejo aqui um Deus firme, que cumpre sua palavra.

Apesar de Hananias querer negar o cativeiro, Deus o estava dirigindo e com a firmeza do ferro ele aconteceria. De fato aconteceu. O povo ficou cativo durante 70 anos cumprindo a profecia dada por Deus pela boca do profeta Jeremias. A palavra de Deus não volta vazia. “Visto que Israel fora escolhido para preservar na Terra o conhecimento de Deus, tinham sido eles desde quando vieram a existir como nação, o objeto especial da inimizade de Satanás, e ele determinara promover sua destruição. Não lhes podia ele fazer mal algum enquanto fossem obedientes a Deus, por isso dobrou todo o seu poder e astúcia para os induzir ao pecado. Enganados por suas tentações, haviam transgredido a lei de Deus, separando-se assim da Fonte de sua força, tendo sido deixados a tornar- se presa de seus inimigos gentios. Foram levados em cativeiro para a Babilônia, e ali permaneceram por muitos anos, 70 anos” (A verdade sobre os anjos, p.147).

A mesma profecia que anunciava o cativeiro, também anunciava a volta do cativeiro, seria de pois de 70 anos e tal e qual aconteceu. A profecia é fiel. Jeremias, o pregador viu o início, mas não viu o final, a volta do cativeiro, nem por isso deixou de confiar na palavra de Deus. Aqui está a beleza. Confiar é isso, ainda que não veja o final, que não entenda, confiar assim mesmo. Isso é para nós que não estamos enxergando um palmo na frente do nariz. Precisamos confiar mesmo assim.

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