Comentários da Lição 5 (1o Trim/2017) por Ligado na Videira
29/01/2017
Meditação diária de 31/01/2017 por Flávio Reti
31/01/2017

Meditação diária de 30/01/2017 por Flávio Reti

Dia da Saudade

“Pois Deus me é testemunha de que tenho saudades de todos vós, na terna misericórdia de Jesus Cristo” João 14:27

O dicionário define saudade como “um sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas”. Por certo você já ouviu falar ou até já estudou sobre Casimiro de Abreu, poeta brasileiro do período Romancista, inaugurado no Brasil em 1836. Casimiro de Abreu era filho de portugueses, mas

nascido no Brasil. Como a colônia ainda não dispunha de Grandes Escolas de renome internacional, seus pais o enviaram para Portugal, na intenção de que ele estudasse comércio por lá. Foi de lá que ele escreveu suas mais conhecidas poesias poéticas nas quais ele relembra tudo que deixou para trás no Brasil, a mãe, a irmã, a casa, a infância e o tempo perdido das emoções da meninice, e a principal de suas poesias é “Meus oito anos”. Como foi obrigado a viver três anos lá, ele desenvolveu um certo sentimento de nostalgia, com uma sensação de exílio, porque ele se sentia exilado. Ele começa assim:

Ai que saudades que eu tenho da aurora da minha vida,

da minha infância querida que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais!

Se você tiver oportunidade, leia todo o poema e você vai sentir um pouco do que significa saudade. Dizem que a palavra saudade não existe em outras línguas, somente nas línguas neolatinas, mas em qualquer lugar do mundo as pessoas sentem saudades. O apóstolo Paulo quando escrevia aos crentes de Filipos, a capital da Macedônia, deixou claro que ele também sentia saudades.

Salmos 137 relata a experiência dos israelitas exilados em Babilônia, sentados junto aos rios de Babilônia, recordando de Sião, Jerusalém que havia ficado para trás. Eles dizem que penduravam as harpas enquanto os dominadores lhes pediam para cantar algum cântico de Sião. E os exilados

simplesmente respondiam que não conseguiam cantar cânticos de Sião em terra estranha. Nessa fala deles se vê claramente um sentimento dolorido de saudades (Sal. 137:1- 4).

Nós também temos saudades, mas uma saudade mais profunda, temos saudades do céu.

Tanto já se falou que este mundo é um vale de lágrimas, então por que continuar caminhando por ele, enquanto choramos nossa saudade do céu? Vamos orar e pedir a Jesus que venha logo, para nos tirar desse “vale de lágrimas” e nos levar para o céu e acabar com essa saudade que contorce nosso coração. Às vezes faz bem passar por alguma tristeza, porque ela nos põe a refletir e a conclusão óbvia é que depois da tristeza vem a alegria. A tristeza não dura a vida inteira, um momento ou outro a pessoa vai tomar um tempinho para refletir e concluir que não compensa se entristecer continuamente. Agora vem outra preocupação: Onde buscar a alegria? Nesse momento entra em cena a beleza do evangelho que eleva os corações, desperta sentimentos de saudades, de vontade conhecer e interesse pelas coisas celestiais. Sempre haverá um momento que o espírito de Deus

vai bater na porta dos corações oferecendo alegria e contentamento da vida com esperança, com confiança. Conhece alguém mergulhado na saudade, na tristeza e longe de Deus? Nalgum momento esse alguém vai dar uma abertura, ainda que pequena, para o evangelho entrar e o espírito de Deus trabalhar no coração. “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará” (Sal.37:5).

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