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28/12/2019
Meditação diária de 30/12/2019 por Flávio Reti – John James Audubon
30/12/2019

Meditação diária de 29/12/2019 por Flávio Reti – Jozef de Veuster

29 de dezembro

Tiago 2:17  “Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma”

Jozef de Veuster

Jozef foi um sacerdote católico, nascido na Bélgica em 1840, que ganhou reconhecimento nas Ilhas do Hawai com as pessoas de uma colônia para leprosos, a doença formalmente denominada de Hanseníase, que até aquela época era exigido que as pessoas portadoras da doença ficassem isoladas da população em geral. No Havaí elas eram isoladas em uma pequena Ilha de nome Molokai. A atuação do padre Joseph de Veuster no Havaí foi sensível, porque ele, além de cuidar dos pacientes leprosos, se lançou em estabelecer uma liderança dentro da comunidade para criar casas, escolas, estradas, hospital e igrejas, além de cuidar dos pacientes ulcerosos, construir reservatório de água potável, fazia caixões funerários, cavava ele mesmo sepulturas e comia com eles a fim de fornecer tanto cuidados médicos como apoio emocional. Tudo começou mais ou menos assim: Não muito depois da sua ordenação ao sacerdócio, Joseph ouviu falar das centenas de leprosos na Ilha de Molokai. “Todos vivem famintos, em farrapos, esquecidos, sua única amizade é aquela que a miséria inventa para si” disse a liderança de sua igreja, “nós devemos enviar alguém para levar a esperança de Cristo a eles” e Joseph se voluntariou a ir. Quando ele chegou a Molokai, onde recebeu o apelido de padre Damien, ele viu como era realmente feia a situação dos leprosos com o rosto desfigurado, com membros atrofiados ou amputados e ele se afastou deles. Escolheu uma pequena cabana afastada e passou a viver sozinho, evitando contato, fazendo sua própria comida e lavando suas próprias roupas. A nenhum leproso era permitido se aproximar da sua casa. Ele ia para a capela, pregava, mas parecia que suas palavras caiam no vazio, não tinham efeito. Certo dia ele reconheceu que apenas falar não era suficiente, o amor de Cristo deve ser demonstrado, pensou ele. Então, “como posso ajudá-los se eu tento evitá-los?” E Joseph começou a se misturar com eles, começou a ajudar construir seus casebres, lavava suas cicatrizes e cuidava de suas feridas, ajudava-os a cavar poços e providenciava roupas e alimentos aos leprosos. Ele realmente se tornou um com eles a tal ponto que um dia ele se queimou com água quente e não sentiu dor. Nesse dia ele admitiu que também havia se tornado um leproso. Mesmo assim continuou seu trabalho a despeito da doença, mas não foi muito longe e sucumbiu em 15 de abril de 1889. Ficou conhecido na ilha como o “mártir da caridade” e reconhecido pela igreja católica como “o apóstolo dos leprosos”.

Deve haver pessoas na nossa comunidade que estão tão isoladas e tão tristes como estavam as centenas de leprosos de Molokai. E elas estão esperando que alguém lhes dê uma demonstração de amor e de fé do mesmo modo que o padre Joseph Damien deu, se demonstrando um amigo. Será que ainda encontramos pessoas com fé suficiente para pôr hoje sua religião em ação, simplesmente demonstrando ser um amigo de quem tem necessidade de amor, carinho e cuidado? Viver o evangelho não é viver na passividade, afastado da comunidade, é ser ativo, e isso inclui tomar ações efetivas, deixar nossa zona de conforto e fazer alguma coisa pela almas que perecem diariamente ao nosso redor. Muitos podem estar sofrendo por falta de apenas uma participação nossa. “Esse evangelho será pregado em todo mundo”, mas isso não será pelos anjos, deverá ser por nós, nós que estamos semanalmente sentados nos bancos confortáveis das nossas igrejas.

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