Meditação diária de 28/11/2019 por Flávio Reti – Darcy Ribeiro
28/11/2019
Comentários da Lição 9 (4o Trim/2019) por Classe dos Pais
29/11/2019

Meditação diária de 29/11/2019 por Flávio Reti – Scipione Riva Rocci

29 de novembro

Isaías 53:11  “Ele verá o fruto do trabalho de sua alma e ficará satisfeito”

Scipione Riva Rocci

Quando você vê um médico ou uma enfermeira portando um objeto pendurado ao pescoço para auscultar os batimentos cardíacos, juntamente com um outro que aperta o braço para medir a pressão, provavelmente você não sabe o nome daquilo e nem quem foi o inventor daquilo. Pois bem, aquele para escutar é o estetoscópio e aquele que aperta o braço é o esfigmomanômetro e seu inventor foi o médico italiano Scipione Riva Rocci. O esfigmomanômetro é aquela coisa semelhante a uma bolsa inflável forrada com um tecido resistente de um lado e borracha do outro conectada por um tubo a uma espécie de bomba com uma válvula que o operador controla para o ar não escapar enquanto está em processo de medição, depois ele libera o ar e a bolsa se esvazia. Em 1881, Samuel Siegfried Karl Ritter von Basch já havia tentado inventar, mas o médico italiano, pediatra e patologista, saiu na frente e aperfeiçoou uma versão mais inteligente e mais prática em 1896. Seu invento passou a ser usado para medida indireta da pressão arterial. Foi um grande avanço na medicina, porque agora os médcos podem medir a  pressão sistólica e a pressão diastólica e junto com o estetoscópio ele pode também ouvir e contar os batimentos cardíacos. Scipione era formado pela Universidade de Turim e depois se tornou o diretor do Hospital da cidade de Varese. Inicialmente o esfigmmanômetro era bem rudientar, fabricado com um tinteiro velho, alguns tubinhos de cobre, peças de bicicleta e um reservatório de mercúrio e era o que se tinha e que já significava progresso, até que outro médico, Harvey Cushing, apanhou a ideia de scipione e modernizou o aparelho de Scipione e convenceu os médicos do país inteiro a usá-lo . Foi assim que o conjunto estetoscópio + esfigmomanômetro passou a se encontrar pendurado no pescoço de todos os médicos. Virou até estatus ter um por cima do jaleco. Mas Scipione não fez apenas isso, inventor, diretor de hospital, ele deu grande contribuição na medicina pulmonar e respiratória estudando sobre o tratamento da tuberculose. Tanto ajudou entrando em contato com doentes que em 1929 começou a sentir uma infecção, que deveria ter recebido por contato com pessoas doentes, uma encefalite. Foi obrigado a abandonar todas as suas atividades, retirar-se para um local afastado e lá morreu com 73 anos depois de sete anos sofrendo.

Não lembra um pouco a vida de Jesus? Dedicou tanto , três anos e meio, andando por toda parte e fazendo o bem, curando, pregando e ensinando e no final sofreu uma morte inglória perpetrada por aqueles a quem viera salvar. E se fosse uma morte natural todos até aceitariam, mas foi numa rude cruz, a morte que era aplicada aos mais horrendos criminosos, indignos da vida. Mas ali estava o autor da vida morrendo pela raça caída. Ele não veio para inventar um medidor de pressão arterial, ele veio para sofrer a pressão que o pecado acarretava sobre o ser humano e graças a Deus porque Jesus veio. Hoje, todos temos a salvação disponível, graças ao seu sacrifício.

Os comentários estão encerrados.