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29/09/2019

Meditação diária de 29/09/2019 por Flávio Reti – Joaquim Maria Machado de Assis

29 de setembro

I Reis 2:2  “Eu vou pelo caminho de toda a terra, sê forte, pois, e porta-te como homem”

Joaquim Maria Machado de Assis

Normalmente nós o conhecemos como Machado de Assis, o grande escritor brasileiro, considerado por muitos e pela crítica Literária como o mais importante nome da nossa literatura. Ele era um escritor versátil, escreveu quase todos os gêneros, considerado poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, jornalista e crítico literário. Ele esteve presente quando o Brasil deixou o Império e se transformou numa República, Ele foi testemunha da Abolição da Escravatura no Brasil e por isso suas obras estão recheadas de fatos, comentários sobre a política e a vida social de 1840 em diante até 1908 quando ele morreu. Fato curioso na vida de Machado de Assis é que ele nasceu no morro do livramento, no Rio de Janeiro e de uma família muito pobre, por isso ele nunca frequentou a uma Universidade. Nem por isso podemos menosprezar os habitantes dos morros, porque lá também estão gemas de caráter. Seu pai era um pintor mulato e sua mãe também mulata era lavadeira, ambos ex-escravos que lutavam para sobreviver e criar os filhos. O jovem Joaquim, antes de ser o grande Machado de Assis, foi balconista, trabalhou em gráfica, progrediu para funcionário público e passou até pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e de Obras Públicas até chegar a ser o fundador da Academia Brasileira de Letras sendo o seu primeiro presidente. Uma coisa deve ser esclarecida: Ambos os pais de Machado de Assis sabiam ler e escrever, algo nada comum na sua classe social e na sua época. Por isso, vale o pensamento que diz que “os filhos são o que são, porque tiveram os pais que tiveram”. Na sua vida adulta, Machado de Assis foi o incentivador de Olavo Bilac, de Carlos Drummond de Andrade, de Lima Barreto e vários outros. O esforço para aprender deve ser relatado na vida de Machado de Assis. Ele frequentava as missas, ajudava o padre, para com ele aprender o Latim. Estudou por conta própria Francês com um padeiro imigrante que morava na sua vila. Sendo amigo de José de Alencar, este lhe ensinou a língua Inglesa. Depois de adulto aprendeu a língua grega apenas para se “familiarizar com as obras de Platão, de Sócrates e do teatro grego”. Machado de Assis gostava de teatro, era o lazer que existia na sua época, e lutava para não permanecer no status quo, mas queria subir socialmente na vida adulta.

O que lemos até aqui é suficiente para nos mostrar inequivocamente que todo sucesso se deve a um grande esforço. Ninguém consegue nada deitado espalhado numa rede ou se espreguiçando na borda da piscina. Tudo tem seu preço na vida. Certa vez, ainda jovem, fui ao dentista e ao ele trabalhar no meu dente eu me encolhia com a dor, ao que o dentista perguntou: “Você não quer ficar bonito? Então, a dor é o preço da beleza! Você tem que pagar o preço se quiser ficar bonito”. Eu acrescentaria que tudo na vida tem seu preço e tem também suas consequências. A bíblia é muito clara ao afirmar que “tudo que o homem semear isso também ceifará” (Gal.6:7). O curso da vida é regido por leis exatas e delas nenhum ser humano vai escapar. Só por viver aqui neste mundo já pagamos um preço muito elevado.

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