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28/04/2017
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30/04/2017

Meditação diária de 29/04/2017 por Flávio Reti

Dia Internacional da Dança

“Ora, o seu filho mais velho estava no campo e quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu as músicas e as danças” Lucas 15:25

Você sabia que a UNESCO tem um comitê responsável pela dança? As autoridades entendem que a dança faz parte da cultura de um povo. Os artistas e profissionais de dança agradecem a generosidade da UNESCO em criar um dia internacional da dança. Todos os países do mundo têm suas danças típicas, juntamente com sua música, que caracterizam seu estilo de vida, seus costumes, seu modus vivendi.

Em qualquer cidade que você entrar, vai encontrar boates, salão de danças, escolas de danças, pistas de dança, academias de dança e uma série de coisas para manter o povo dançando. Aliás, dançar, na linguagem popular tem outro significado. É se dar mal em alguma coisa.

Mas dança na igreja, pode ou não pode? Em algumas igrejas a dança começou como um louvor auxiliado por alguma coreografia simples e vem evoluindo e se tornando mais complexa. Hoje temos igreja apresentando shows de música gospel com banda, bateria, percussão, guitarras e tudo mais e concorrendo com a música popular. E dizem que é o rock de Jesus, o funk de Jesus e por aí vai. Ao som da música vem a dança e é difícil ficar parado, sem mexer o corpo, ouvindo uma música balançada.

A dança é uma arte e toda arte tem beleza. Visitei Holambra, a cidade das flores, na colônia holandesa de Paulínia, e no final do dia assistimos a um desfile com carros alegóricos revestidos de flores e na frente dos carros moços e moças, dançando ao som de uma música holandesa. Não vi qualquer indecência com a dança na frente dos carros alegóricos. Mesmo durante o dia, antes do desfile, assisti a várias apresentações de danças ao som de música folclórica holandesa. Mas ver alguém cantando e dançando atrás do púlpito de uma igreja causa alguma sensação de mal estar. Parece que alguma coisa não está combinando. A dança passou a fazer parte da liturgia evangélica e vem causando estranheza, mesmo afirmando que é a “dança no espírito”. Alguns pastores

mais revolucionários admitem a dança e chamam isso de ministério de louvor e até citam Davi que entrou em Jerusalém saltando e dançando ao voltar de uma batalha com o rei Saul (I Samuel 18:7). Mas o próprio Davi, quando organizou o culto ao trazer a arca, tinha um diretor de música chamado Asafe, e não fez nenhuma menção à dança. Ele, juntamente com Asafe, estabeleceu cantores e músicos, sem dança (I Cron.15:19).

Assim que os israelitas atravessaram o Mar Vermelho, Moisés compôs uma música e “então, Miriam, irmã de Moisés e Arão, a profetisa, tomou na mão um tamboril e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboril e com danças” (Ex.15:20). Parece que a dança ganha ares de celebração algumas vezes e ares de sensualidade noutras vezes, depende da motivação. Quanto a mim, prefiro não dançar. Pra cantar já faço esforço, dançar seria pior. Aprecie a dança quando ela for beleza e evite a dança quando ela for outra qualquer coisa. O irmão mais velho do filho pródigo, que estava no campo quando seu irmão mais novo voltou, ao se aproximar ouviu as músicas e viu as danças

e não quis entrar. Nem seu pai o convenceu de entrar na dança. Pense nisso! A bíblia cita Davi dançando na frente da arca quando ela foi levada para a sua cidade. “A dança de Davi em júbilo reverente, perante Deus, tem sido citada pelos amantes dos prazeres para justificarem as danças modernas da moda, mas não há base para tal argumento. Em nosso tempo a dança está associada com a extravagância e as orgias noturnas. A saúde e a moral são sacrificadas ao prazer. Para os que frequentam os bailes, Deus não é objeto de meditação e reverência. Diversões que tendem a enfraquecer o amor pelas coisas sagradas e diminuir nossa alegria no serviço de Deus, não devem

ser procuradas por cristãos. A música e dança, em jubiloso louvor a Deus, por ocasião da mudança da arca, não tinham a mais pálida semelhança com a dissipação da dança moderna. A primeira tendia à lembrança de Deus e exaltava Seu santo nome. A última é um ardil de Satanás para fazer os homens se esquecerem de Deus e O desonrarem” (Patriarcas e Profetas, p. 707). O melhor a fazer é mesmo nunca dançar, nos dois sentidos.

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