Meditação de Pôr do Sol 27/09/2019 por Helenice de Oliveira Correa
27/09/2019
Novo Encontro (Batismo da Primavera 29/09/2019 às 20h00)
28/09/2019

Meditação diária de 28/09/2019 por Flávio Reti – Pedro Aleixo Gary

28 de setembro

I Coríntios 4:13    “Somos difamados e exortamos; até o presente somos considerados como o refugo do mundo e como a escória de tudo”

Pedro Aleixo Gary

O nome profissional de GARI é uma homenagem ao francês Pedro Aleixo Gary, primeira pessoa a assinar um contrato de Limpeza pública com o Ministério Imperial, organizando assim, a partir do dia 11 de outubro de 1876, a remoção de lixo das casas e praias do Rio de Janeiro. Vencido o contrato em 1891, entrou seu primo, Luciano Gary. Um ano após, a empresa foi extinta e inaugurada a Superintendência de Limpeza Pública e Particular da cidade, realizando um trabalho muito aquém do proposto em termos de limpeza pública. Os cariocas, acostumados com a limpeza das ruas após a passagem dos cavalos, mandavam chamar a turma do Gary. Aos poucos o nome se generalizou e até hoje são chamados garis. Para concluir sua tese de mestrado, um psicólogo social, Fernando Braga da Costa, varreu as ruas da USP, a fim de comprovar a existência da “Invisibilidade Pública”, ou seja, o trabalhador de rua nada mais é que um ser invisível, tratado pela população menos que um poste ou um orelhão. Foram oito anos de experiência diária, por meio turno, compartilhando sujeira, desprezo, descaso dos transeuntes, tratado como uma máquina invisível de limpar. O sociólogo declara haver uma mudança total na sua maneira de pensar e a seu ver, os garis são tratados de maneira pior que animais de rua, são tratados como uma “coisa”. Às vezes por pressa, falta de sensibilidade ou educação, deixamos de enxergar e valorizar essas pessoas que fazem um trabalho importante e essencial para nossa sociedade. Os garis lutam contra a falta de educação de muitas pessoas. Alguém definiu o profissional da limpeza como “aquele que limpa a sujeira do mundo lançada às ruas pelos imundos”. Os garis são profissionais que trabalham para o serviço público ou para empresas particulares a fim de recolher o lixo das moradias, dos condomínios, das casas comerciais e das ruas. Não é só recolher lixo que identifica um gari. Eles varrem as ruas, cortam grama das praças, cuidam dos jardins públicos, desentopem os bueiros. O lixo pode estar nas ruas e um gari precisa passar para tirá-lo, mas quando o lixo está dentro do nosso coração, quem vai passar para fazer a limpeza? Jesus, óbvio. E você vai agora olhar para Jesus, o gari celestial, com desprezo porque ele se dispõe a tirar o lixo de sua vida, para limpá-lo da impiedade que existe nas avenidas do seu coração, do pecado que entope as galerias de sua alma? Jesus tinha uma reprovação aos fariseus de seus dias nas seguintes palavras: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança”.  E Jesus continua sua reprovação dizendo: “Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo para que também o exterior se torne limpo” (Mat.23:25, 26). Os fariseus eram considerados falsos, mentirosos e hipócritas pelo seus próprios concidadãos, patrícios, porque eram extremistas guardadores das leis para ostentar santidade, boa aparência, na sociedade, mas no interior de cada um estava cheio de pecados e falsidades. Eram sujos, como costumamos dizer. Se nosso lar e nossos arredores andam sujos, pode desconfiar que nosso caráter não anda lá muito limpo também. Uma boa limpeza faria muito bem em casa, nos arredores, e também na vida.

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