Meditação diária de 27/01/2017 por Flávio Reti
27/01/2017
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29/01/2017

Meditação diária de 28/01/2017 por Flávio Reti

Dia da Abertura dos Portos

“Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha vós e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei e ele comigo” Apocalipse 3:20

A capitania da Baía de Todos os portos, em Salvador, deve ter muita história para contar. Em 1808, logo após a chegada da família real ao Brasil, o príncipe regente no Brasil promulgou uma carta régia contendo o decreto para a abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal. Portugal se valeu da guarda da Inglaterra para poder fugir para o Brasil, escapando assim do cerco previsto por Napoleão Bonapart, da França. A Inglaterra exigiu que os portos fossem abertos para assim se aproveitar do comércio com os produtos brasileiros. Porto não tem porta, logo, não faz sentido falar em fechar e abrir porto, mas faz sentido entender “abrir” como liberar, deixar livre, permitir e foi exatamente isso que o príncipe regente fez. Declarou os portos brasileiros livres para o comércio com as nações amigas e, óbvio, isso excluía a França. A mais favorecida foi a Inglaterra porque criava Independência Econômica e se safava do bloqueio decretado por Napoleão e o mais prejudicado foi o próprio Portugal porque perdeu a exclusividade de comercializar os produtos brasileiros. Perder ou lucrar pouco nos importa agora, 408 anos depois do ocorrido. O que me aclara na mente agora é um outro tipo de abertura.

Nosso verso acima são palavras do próprio Jesus ao se dirigir à Igreja de Laodiceia, uma representação da igreja vivendo nos últimos dias. Ele se coloca à porta de cada coração e diz que está à porta e bate. E se alguém lhe abrir a porta, ele entrará no coração para ter um relacionamento íntimo, comer junto. Sabe-se que o ato de cear junto significa muito na cultura oriental. Uma empresa multinacional, chamada UNILEVER, na área da alimentação, lançou uma campanha com o seguinte tema: “Toda refeição é uma oportunidade”.

E é exatamente essa oportunidade que Jesus busca ter conosco. Um amigo meu, na área financeira, costumava dizer que não há problema tão difícil que não se resolva em torno de uma mesa, num almoço especial. Jesus quer entrar para resolver nossos problemas especiais, quer poder falar claramente e abertamente para nos fazer ver o que estamos perdendo nesse jogo da vida, nesse emaranhado que o inimigo das almas tece ao nosso redor fazendo-nos cair presa de seus engodos.

Agora pense: Se Jesus está à porta e bate, obviamente ele está do lado de fora pedindo permissão de acesso. Nos quadros pintados para ilustrar esse versículo, costumam mostrar uma porta sem maçaneta, uma indicação clara de que o controle e a prerrogativa de abrir é sua, é nossa. Se lhe abrirmos a porta, ele já disse, quer cear conosco, quer sentar à mesa com nossa família, quer resolver os problemas difíceis, daqueles que meu amigo aventou que só se resolvem em torno de uma mesa, num almoço especial. Deixa-o entrar, é para seu bem, é de seu interesse mais do que do que tudo mais. Lembro aqui um hino do nosso hinário: “À tua porta Cristo está. Abre-lhe. Se lhe abrires entrará. Abre-lhe. Teu pecado perdoará, luz e paz derramará, nunca mais te deixará. Abre- lhe” (Hinário Adventista, n. 176). Hoje abrimos a porta do coração para que ele entre e faça morada em nós, e no final Ele abrirá as portas do céu para dar entrada aos seus filhos e dos lábios do rei da glória virão as palavras mais doces que soarão aos ouvidos como música indizível: “Vinde benditos de meu pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mat.25:34). Nossa cabecinha é pequena demais para processar tudo isso, todas essas informações, mas vamos aguardar que um dia essa promessa será realidade, como muitas outras promessas da palavra de Deus que vieram acontecer de fato. Deus é fiel naquilo que promete.

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