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27/10/2019

Meditação diária de 27/10/2019 por Flávio Reti – Gilles Personne de Roberval

27 de outubro

Provérbios 11:1  “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer”

Gilles Personne de Roberval

De Roberval porque ele nasceu em Roberval, na França, e foi um famoso matemático e físico reconhecido na França e no Exterior. Dentre as suas muitas contribuições na matemática, ele inventou também a balança de dois pratos, conhecida com balança de Roberval. Ele ocupou a cadeira de professor de matemática no Colégio Real de França onde havia uma tradição de que quem estivesse naquela cadeira deveria propor questões para qualquer pessoa resolver e se alguém conseguisse resolver, essa pessoa seria considerada melhor do que o professor que deveria ceder seu lugar para ela. A condição para ficar na cadeira era propor questões que ninguém conseguisse resolver, uma prova de que não havia ninguém melhor do que ele, o professor. Bem, Gilles de Roberval ficou na cátedra durante toda sua vida e morreu professor. Foi o criador do cálculo infinitesimal e trabalhou na quadratura de superfícies e na cubagem dos sólidos que ele fazia com o que chamou de “método dos indivisíveis”. Ele só não se dava bem com René Descartes devido a um certo ciúme motivado pela crítica de Descartes feita a alguns de seus métodos e isso levou à recíproca de criticar também os métodos que Descartes introduziu na geometria. Fora da matemática, Roberval fez trabalhos de observação sobre o sistema do universo em que concordava com Nicolau Copérnico sobre o heliocentrismo e a atração mútua da matéria e daí para a invenção de algo que mantivesse o equilíbrio, e resultou disso a balança de Roberval. Teve a oportunidade de trabalhar com Jean Picard em cartografia e desenhos cartográficos. Nos intervalos, ele escrevia e deixou vários livros até morrer nesse dia, 27 de outubro de 1675, em Paris. Tem havido no mundo dezenas de tipos de balanças porque desde que o homem se viu na necessidade de comercializar também teve a necessidade de pesar e medir. Há as balanças chamadas de analíticas, de precisão, industrial, de açougueiro com uma vareta metrificada, de pêndulo, rodoviária, de comparação. Eu não saberia dizer qual tipo de balança era usado no tempo do rei Salomão, talvez a balança de comparação, onde se punha de um lado um peso pré definido e do outro lado a mercadoria a ser pesada. Como ainda não havia o Instituto de pesos e Medidas de Paris, penso que era difícil manter um padrão de pesos comparativos. Qualquer que seja o tipo de balança, a melhor proposta ainda é a honestidade. Eu me lembro, quando menino, de ir ao armazém perto de casa comprar açúcar e vi uma moeda calçando em baixo de um dos pratos da balança usada pelo Português dono do estabelecimento. Quando eu vi e tirei a moeda, o homem ficou muito bravo comigo e disse em tom de braveza que nunca mais pusesse a mão na balança. Hoje eu entendo o porquê daquela moeda calçando o prato da balança.

Deus sempre se preocupou com a honestidade tanto nos pesos como nas medidas usados para o comércio. “Não terás na tua bolsa pesos diferentes, um grande e um pequeno, terás peso inteiro e justo… para que se prolonguem teus dias na terra que o Senhor Deus te dá” (Deut.25:13,15). E tem mais, “o peso e a balança justos são do Senhor” (Prov.16:11). Não precisamos de mais orientações, essas são suficientes para sermos honestos.

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