Meditação diária de 26/03/2017 por Flávio Reti
26/03/2017
Meditação diária de 28/03/2017 por Flávio Reti
28/03/2017

Meditação diária de 27/03/2017 por Flávio Reti

Dia Mundial do Circo e do Ator

“Mas o fim desta admoestação é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé não fingida” I

Timóteo 1: 5

No mundo circense, quase tudo é palhaçada. Fingir faz parte do espetáculo. O poeta e escritor, Fernando Pessoa, na sua Psicografia escreveu o seguinte: “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. Pensando bem, tanto o poeta como o ator são fingidores. No palco ou no picadeiro eles fazem um papel. O artista aparece no palco, vestido de casaca e gravata borboleta, chapéu de cone alto e se faz passar como apresentador. Dá as boas vindas e se recolhe ao camarim. Em seguida ele sai novamente, já no meio do espetáculo em andamento, vestido de soldado. Dá ordens, algema alguns figurantes e os recolhe à “prisão”.

Depois ele volta ao palco, agora vestido de palhaço e encerra o espetáculo levando o público às gargalhadas. É o mesmo ator, o mesmo homem. Cada vez que ele aparece, ele se faz passar por um personagem diferente: apresentador, soldado, palhaço. Isso é fingir, fazer de conta, se passar por, enganar e finalmente mentir. No final, todos saem do circo ou do teatro felizes com a apresentação, comentando os lances mais engraçados e se recolhem para suas casas para dormir satisfeitos “com as mentiras” que vivenciaram momentos antes.

O mundo caminha por uma avenida larga e permissiva onde tudo pode ser falsificado. Carros clonados, bebidas, alimentos, medicamentos falsificados, até equipamentos de precisão hospitalar são falsificados, religiões falsas, a fé desvirtuada, homens se passando por mulheres e mulheres se passando por homens.

Sem desmerecer a profissão do palhaço ou do ator, nós é que precisamos saber diferenciar o real do imaginário, o falso do verdadeiro, o errado do certo. Há momentos e ocasiões na vida que não podem ser confundidos por outra forma. Nossa fé deve ser pura, genuína, ou nossa religião, nossa devoção serão falsas também e isso não pode acontecer, sob hipótese alguma.

Paulo elogia a fé não fingida do jovem Timóteo. Era a mesma fé que vinha de gerações. Da sua vó Loide e de sua mãe Eunice (II Tim.1:5). A esta altura da meditação, é bom perguntar: Como é a sua fé? Jesus foi claro ao dizer que nossa fé, se fosse do tamanho de um grão de mostarda,

faria proezas (Luc.17:6). Quer isto dizer que nossa fé ainda não é nem do tamanho de um grão de mostarda. É ainda muito pequena. Devemos fazer crescer a fé. Num programa de rádio, o papa fazia um momento de meditação e a certa altura ele clamou: “Exercei fé”. Ao ouvir isso, a despeito de ter vindo de um papa, eu me pus a pensar. A fé deve ser exercida, ou exercitada para crescer.

Ainda há muito espaço para fazer a fé crescer. Nossa fé não pode ser fé de palco ou de picadeiro, faz de conta. Portanto, ao acabar de ler essa meditação, proponha no seu coração exercer a fé. Deus será honrado com sua fé não fingida.

Nosso crescimento na graça, nossa felicidade, nossa utilidade – tudo depende de nossa união com Cristo. É pela comunhão com Ele, todo dia, toda hora – permanecendo nele – que devemos crescer na graça. Ele é não somente o Autor mas também o Consumador de nossa fé. É Cristo primeiro, por último e sempre. Deve estar conosco, não só ao princípio e ao fim de nossa carreira, mas a cada passo do caminho” (Caminho a Cristo, p.69). Diz Davi: “Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; por isso que Ele está à minha mão direita, nunca vacilarei” (Sal. 16:8). É por esse caminho que devemos trilhar, tendo o Senhor sempre diante de nós. A nossa oração deve ser pedindo ao senhor para estar à nossa frente neste novo dia que ainda é desconhecido.

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