Investidura do Luzeiros da Colina
25/11/2019
Digilia Escolhi uma nova história
26/11/2019

Meditação diária de 26/11/2019 por Flávio Reti – Howard Carter

26 de novembro

Apocalipse 15:3  “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do cordeiro dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor, Deus todo poderoso”

Howard Carter

Nada a ver com o ex-presidente americano Jimmy Carter, esse Carter nasceu em Kensington em 1874 e morreu de câncer em Londres em 1939, logo, os dois não são sequer parentes e menos ainda conhecidos um do outro. Mas o nosso Howard Carter se tornou muito conhecido por ter sido um egiptólogo, arqueólogo que teve a honra de descobrir o túmulo do faraó Tutankhamon, morto no século XIV antes de Cristo. Ele ainda era jovem quando foi convidado por outro arqueólogo, Percy Newberry, para ser assistente dele em escavações que estavam sendo realizadas em Beni Hassan a 245 quilômetros do Cairo, local assumido como o cemitério mais antigo de reis e príncipes do Médio Egito que eram túmulos cavados na rocha de pedra sabão nas barrancas do Rio Nilo. Segundo os historiadores data de 2055 até 1650 antes de Cristo como uma necrópole pertencendo aos líderes militares e líderes locais que escolhiam ser sepultados nas suas províncias ao invés de preferir o Vale dos Reis onde os Faraós eram sepultados. Foi lá, em Beni Hassan, que o ainda jovem Howard Carter começou a despontar fazendo anotações inovadoras nos métodos de transcrição dos túmulos. Ele se especializou em registrar os relevos das paredes dos templos, em especial da rainha Hatshepsut, suposta mãe adotiva de Moisés, aquela que o tirou das águas do Nilo. Até que chegou o dia em que Howard Carter se tornou o cuidador das antiguidades egípcias. Com isso ele teve a oportunidade de supervisionar várias escavações na antiga Tebas (hoje conhecida como Luxor, no Egito) e depois no Baixo Egito. Em 1907 Howard Carter aceitou ser contratado por um magnata, Lorde Carnarvon, que se dispôs a custear as despesas de escavações no Egito, mas agora no Vale dos Reis. Com o advento da Primeira guerra mundial os trabalhos foram interrompidos e retomados em 1917, depois da guerra, mas depois de 5 anos de buscas infrutíferas, o magnata avisou que iria bancar as pesquisas pela tumba que procurava por apenas mais um ano e, se nada encontrassem, era o fim do contrato. No memorável dia 4 de novembro de 1922 o grupo de escavação liderado por Carter encontrou os degraus que levavam ao túmulo do grandemente procurado Tutankhamon. A família inteira do Lorde Carnarvon veio para assistir à abertura do local. Ao retirar a tampa o espaço suficiente para passar uma vela acesa, lá estavam muitos tesouros de ouro, de marfim intactos. Era apenas uma antecâmara onde estavam duas estátuas como guardas da porta principal que levava ao sarcófago propriamente. De lá de fora Carnarvon perguntou se Carter estava vendo alguma coisa e ele respondeu sua célebre frase: “Yes, wonderful things” (Sim, coisas maravilhosas). Mais de um mês demorou para inventariar tudo que foi encontrando lá dentro e tudo sob supervisão das autoridades egípcias pessoalmente. A tumba de Tutankhamon com o sarcófago dentro é a mais bem preservada de todas as demais achadas e se constitui de enorme valor arqueológico e histórico e fez de Howard Carter uma grande celebridade.

O que teria acontecido com Moisés se ele tivesse permanecido no palácio do Faraó, onde fora criado? Seria ele hoje também uma múmia, um corpo seco, tipo bacalhau, ao invés de ser o que é? A bíblia nos informa que Moisés ressuscitou e já está no céu antes de nós. Um dia vamos vê-lo pessoalmente e ele poderá nos contar sua história. Vamos aguardar confiante esse dia.

Os comentários estão encerrados.