Contraponto 2019-10 – Em busca de sentido
25/10/2019
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26/10/2019

Meditação diária de 26/10/2019 por Flávio Reti – Sylvia Marie Likens

26 de outubro

Provérbios 10:23  “É um divertimento para o insensato o praticar a iniquidade, mas a conduta sábia é o prazer do homem entendido”

Sylvia Marie Likens

Falar de crimes e assassinatos não é um bom assunto, mas também não é novidade nos dias em que vivemos. O mundo caminha para um afunilamento de dificuldades que ninguém sabe onde vai isso tudo parar. Uma coisa sabemos, porque Jesus alertou de que os últimos dias seriam difíceis. Sylvia Likens era uma adolescente norte americana deixada aos cuidados de uma família, a família Baniszewski na cidade de Indianápolis, no estado de Indiana, porque seus pais eram circenses e como o circo viajava pelo país, eles não tinham como educar as duas filhas em uma escola formal. Logo, deixaram-nas com a senhora Gertrude Baniszewski. Mas não demorou muito e dona Gertrude começou a torturar as meninas, embora recebesse 20 dólares por semana. Era até um bom dinheiro na época. Ela, a senhora Gertrude, seus dois filhos e mais dois jovens da vizinhança eram encorajados a molestar e torturar as duas meninas. Sylvia e sua irmã já haviam morado em mais de 14 casas diferentes, além da casa dos avós, porque seus pais viviam se mudando continuamente. Foi a mais infeliz decisão da família Likens deixar as duas filhas com Gertrude e dar autoridade para que ela corrigisse as duas meninas assim que fosse necessário. Depois do incidente, os jornais de Indianápolis descreveram a mulher, dona Gertrude, como uma mulher anêmica e depressiva em função de seu fracasso no casamento e que começou a descarregar sua raiva e frustração nas meninas, batendo nas duas quando o primeiro pagamento de 20 dólares chegou atrasado e daí começou a tortura. Gertrude intensificou os abusos contra Sylvia Likens acusando-a de ladra da mercearia, humilhando-a e acusando-a que tinha um namorado, ela por isso chutava Sylvia na genital acusando-a de estar grávida, derrubava-a e a chutava no chão. Era chamada de prostituta e por isso os dois rapazes da vizinhança foram incentivados a dar golpes de judô nela, queimar sua pele com cigarros, obrigando-a a tirar a roupa e introduziam uma garrafa de Coca-Cola na vagina da menina. A menina já estava perdendo o controle de si e por acaso urinou na cama. Daí ela foi trancada no porão e proibida de usar o banheiro. Foi obrigada a beber sua própria urina e a comer suas fezes que havia ficado no porão. A própria Gertrudes tatuou nas costas dela com uma agulha aquecida a frase “Eu sou uma prostituta e tenho orgulho disso”. Ela bem que tentou fugir, quando ouviu o plano da dona Gertrudes de abandoná-la num bosque e deixá-la morrer por lá, mas foi pega e como punição foi amarrada no porão onde recebeu agressões e múltiplas escoriações até que morreu de hemorragia cerebral, segundo o laudo médico policial. Gertrude foi presa e condenada à prisão perpétua, os filhos e os adolescentes vizinhos foram levados para um abrigo prisional.

A pergunta que fica é a seguinte: Por que tanta violência sem justificativa? Por que o ser humano, homens e mulheres desde cedo, são tão desumanos? Quando Deus fez o homem não disse que era tudo muito bom? Eu só posso entender pelas palavras de Jesus em Mateus 13:28, “um inimigo é quem fez isso”. E realmente, nosso arqui-inimigo, satanás, foi quem fez tudo isso que vemos ao redor. Um dia Deus esclarecerá, um dia ele vai corrigir tudo isso. Vamos aguardar.

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