Meditação diária de 25/01/2017 por Flávio Reti
25/01/2017
Meditação diária de 27/01/2017 por Flávio Reti
27/01/2017

Meditação diária de 26/01/2017 por Flávio Reti

Dia da Gula

“Não inclines o meu coração para o mal nem para se ocupar de coisas más com aqueles que praticam a iniquidade e não coma eu das suas gulodices” Salmos 141:4

É clássico na história dos romanos o costume de que eles comiam até não caber mais e depois procuravam uma latrina para vomitar. Em seguida voltavam à mesa para comer mais e se fosse necessário iriam vomitar mais algumas vezes. Nas festas romanas eles esbanjavam orgias gastronômicas para demonstrar grande prazer chamado hedonismo, uma doutrina que considera o prazer individual e imediato o único bem possível, princípio e fim da vida moral. Eles tinham uma ligação hedonista com a comida. Era comum existir nas casas dos romanos um local chamado de vomitório, isso mesmo, você não leu errado, não é dormitório, é um local para se vomitar e dar espaço para os pratos que ainda não haviam sido servidos. Penico não servia, o charme era ter um local próprio para vomitar, era chique. O cardápio era variado e exótico, às vezes. Comiam peixes, frutos do mar, ovos e até língua de passarinhos. Mas o prato principal sempre era carne. Curioso que apenas os pobres e os escravos podiam comer sentados. O top fashion era comer reclinado numa espécie de divã, chamado por eles de triclinius. O jogo de mesa sempre deveria ser porcelana chinesa.

Encontramos na história do povo de Israel um caso parecido com os costumes romanos. O povo de Israel, afrontando Moisés e por sequência o próprio Deus, exigiam que no cardápio tivessem carne. “Quem dera que morrêssemos pela mão do Senhor na terra do Egito quando estávamos assentados junto às panelas de carne” (Ex. 16:3). Um artigo que no deserto não era muito fácil de encontrar em quantidade para satisfazer uma multidão de aproximadamente três milhões de pessoas. Ah, mas o Senhor ouviu a murmuração deles e pela boca de Moisés disse que lhes daria carne para come até se fartar. Absurdo no deserto? Não, para Deus nada é impossível.

E Moisés inclusive disse que o Senhor havia ouvido as murmurações deles (Ex. 16:9, 12) e quando eles olharam para a banda do deserto, à tarde, subiram tantas codornizes que cobriam o arraial. O Senhor havia feito soprar um vento da banda do mar e aquele vento trouxe tantas codornizes que elas se empilhavam ao redor do acampamento. Eles apanharam-nas naquela mesma tarde e no dia seguinte também. Quem colheu menos conseguiu 10 ômeres (Núm.11:31) Se um ômer equivalia a 360 litros, imagine quanta carne cada um recolheu!

Mas em seguida, o Senhor se aborreceu deles e enviou uma praga e a bíblia relata que muitos deles morreram com a carne ainda entranhada no meio dos dentes, antes de engolir (Num.11:33).

Percebeu alguma coisa de errado com a glutonaria? Foi por isso que Davi pediu para não comer das gulodices daqueles que praticam a iniquidade. Ele tinha experiência na vida do seu povo, o povo de Israel.

“A glutonaria é o pecado prevalecente neste século. O lascivo apetite torna homens e mulheres escravos, obscurecendo-lhes o intelecto e diminuindo-lhes a sensibilidade moral a tal ponto que as sagradas e elevadas verdades da Palavra de Deus não são apreciadas. As inclinações inferiores têm dominado homens e mulheres. Para que esteja em condições para a trasladação, o povo de Deus deve conhecer-se a si mesmo. Precisa compreender, com respeito a sua estrutura física, que podem com o salmista exclamar: “De um modo terrível e tão maravilhoso fui formado” (Sal. 139:14). Devem eles ter sempre o apetite em sujeição aos órgãos morais e intelectuais. O corpo deve ser servo da mente, e não a mente serva do corpo” (Testimonies, vol. 1, págs. 486 e 487).

Comer é muito bom, mas precisamos aprender a comer com uma certa compostura, com alguma ética. Deus não vê como vê o homem.

Os comentários estão encerrados.