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25/11/2019

Meditação diária de 25/11/2019 por Flávio Reti – Luiz Gonzaga do Nascimento

25 de novembro

Amós 5:21   “Aborreço, desprezo as vossas festas e não me deleito nas vossas assembleias solenes”

Luiz Gonzaga do Nascimento

Quem nunca ouviu falar do Rei do Baião? É ele, Luiz Gonzaga, o Gonzagão, que nasceu em Exu, em Pernambuco, grande cantor, escritor de músicas, sanfoneiro e poeta entre as mais expoentes figuras brasileiras da música popular. Ele foi o criador do gênero musical chamado de baião. Quando chegou a idade militar, ele se alistou e lá aprendeu tocar corneta. Quando deixou o serviço militar ele permaneceu no Rio de Janeiro e andava tocando nos bares e nas ruas. Ao notar que os nordestinos sentiam falta de música de seus estados de origem e que gostariam de ouvi-las, ele começou tocando xaxado, baião, chamego, coco e um dia quando se apresentou em um show de calouros ele foi aclamado pelo auditório e pela mesa julgadora que lhe deu a nota máxima. Daí para frente Gonzaga se tornou cantor e tocador regular nas rádios e já começou gravando discos, na época os chamados “long Plays”, apelidados de bolachão. Para caracterizar mais e cair no gosto dos nordestinos, ele resolveu se vestir com a roupa de couro típica dos vaqueiros do nordeste e nisso ele foi aclamado. Já desfrutando seu sucesso, ele se deu a compor suas próprias músicas e assim seu talento como compositor foi aparecendo. Seu auge foi a composição “Asa Branca” que descreve a saga do nordestino migrante. Ele sempre se apresentava trajado a rigor nordestino, gibão e chapéu de couro com barbela, acompanhado de zabumba e triângulo que depois veio a ser o “não pode faltar” nas músicas de forró. Aliás é bom explicar o que significa forró. Dizem que quando um navio americano passou pelo nordeste, os americanos desceram e foram conhecer as cidades praianas e ao verem o povo cantando e dançando na praça e dizendo que a música era para todos, alguém tentou explicar para eles que a música era “for all”, uma tentativa de tradução para o inglês, e eles entenderam “forró” por causa da pronúncia do informante e de lá para cá o ritmo se solidificou como forró. Na década de 60 vários ritmos musicais foram lançados aqui (bossa nova, iê-iê-iê) e no exterior, mas nada abateu a popularidade do forró e de Luiz Gonzaga. Ele morreu no Recife de causas naturais com 76 anos e até hoje recebe as homenagens de seus conterrâneos. Dizem que a música do nordeste passou por apenas duas fases: uma antes de Luiz Gonzaga e outra depois de Luiz Gonzaga. Depois da sua morte foi criada em São Paulo, no dia 2 de agosto, a semana da cultura nordestina, porque São Paulo é a cidade que tem mais nordestinos do que paulistanos. E o grande homenageado é, sem dúvida, Luiz Gonzaga, porque ele era e ainda é considerado o maior porta-voz do povo nordestino e também porque nas suas músicas ele só tocava e cantava músicas que descreviam os costumes e a cultura do seu povo.

Todos os povos têm suas características e suas identidades nos seus costumes. O alemão tem a valsa e a salsicha, o Italiano tem a tarantela e a macarronada, o Argentino tem o tango e a empanada, o Brasileiro tem o samba e o churrasco, Portugal tem o vira e o bacalhau, e por aí vão os países. O nordestino tem a carne de sol, a farinha de mandioca e o forró. E nós, os cristãos, o que temos que nos caracteriza como cidadãos do céu? O que identifica nossa cidadania?

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