Batismo da Primavera dos Juvenis
24/09/2019
Culto de Oração (25/09/2019 às 20h00)
25/09/2019

Meditação diária de 25/09/2019 por Flávio Reti – Fernando Affonso Collor de Mello

25 de setembro

I Pedro 5:6  “Humilhai-vos, pois, diante da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte”

Fernando Affonso Collor de Mello

Talvez você nunca soube, mas Fernando Collor é carioca e não Alagoano como aparece na imprensa e sempre que se fala dele é com alguma ligação com o Estado das Alagoas. Foi o 32º presidente do Brasil de 1990 a 1992, portanto só desfrutou desse gostinho durante dois anos e se viu obrigado a renunciar para não sofrer cassação. O homem é insistente, porque começou como prefeito de Maceió, deputado federal, governador de Alagoas, presidente da República e afastado da vida pública por oito anos voltou como senador por alagoas. Mas infelizmente, sempre envolvido em escândalos e má conduta. Foi eleito presidente com 40 anos de idade, o mais jovem presidente do Brasil eleito pelo voto direto do povo, logo depois do regime militar e também o primeiro a ser afastado por um processo de impeachment. Seu governo se notabilizou pela implantação do plano Collor e pela abertura do Mercado Nacional Brasileiro às importações com vistas a um programa de modernização do País, mas seus planos fizeram água e acabou por deixar uma inflação de 1200% ao ano e o fechamento de 920 mil postos de trabalho, além das denúncias de corrupção protocoladas por seu próprio irmão Pedro de Mello. Fernando Collor é primo do atual ministro do supremo tribunal federal Marco Aurélio de Mello e também primo de Zélia Cardoso de Mello que foi ministra da Fazenda no seu governo. Fernando Collor é formado em Ciências Econômicas e foi estagiário no Jornal do Brasil além de corretor de valores. Na sua administração, já visando as eleições, ele andou demitindo muitos funcionários públicos, extinguindo cargos, com um slogan de “caçador de marajás” orientado pelos profissionais de marketing, tentou cobrar dos usineiros de Alagoas uma dívida de 140 milhões de dólares e o que ganhou com isso foi processos no Supremo Tribunal Federal e o pedido de impeachment. Uma coisa boa que Collor fez foi reduzir os impostos de importação para que os produtos de fora entrassem aqui com preços menores e assim derrubar o preço de algumas mercadorias locais e estabilizar os preços. Inicialmente o governo estava no caminho certo, porque derrubou a inflação, mas começou a quebrar as indústrias nacionais e gerar desemprego. Collor tentou muitas estratégias de governo, mas finalmente não foi muito feliz, porque criou muitos inimigos, especialmente com o congelamento das contas bancárias de todos os brasileiros. Isso foi a gota d’agua para a derrubada de seu governo.

O governo de Fernando Collor serve muito bem para demonstrar quão difícil é governar um país, mas a bíblia apresenta dificuldades para governar o cidadão. Os homens são seres livres, dotados por Deus do “livre arbítrio” e essa característica do ser humano é que torna difícil qualquer tentativa de controlar as pessoas. Pra começar, o próprio indivíduo não se controla e sai por aí cometendo asneiras sem tamanho. Por isso o rei Salomão, na sua sabedoria, escreveu o seguinte: “Melhor é o longânimo do que o valente, e o que domina o seu espírito é melhor do que o que toma uma cidade” (Prov.16:32).

Os comentários estão encerrados.