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Meditação diária de 25/05/2019 por Flávio Reti – James Cleveland Owens

25 de maio

I Coríntios 9:24  “… Correi de tal maneira que o alcanceis”

James Cleveland Owens

Jesse Owens, como é mais conhecido, foi um dos participantes dos Jogos Olímpicos de Verão realizados em Berlim, de 1936, na Alemanha. Era um atleta americano negro que ganhou 4 medalhas de ouro correndo os 100 e 200metros rasos, no salto em distância e no revezamento 4 x 100 metros. Ele nasceu em Oakville, no estado do Alabama, mas se mudou para Cleveland, no estado de Ohio, quando a família, fugindo da recessão no Sul do país procurava melhores condições de vida. Lá chegando, Jesse foi para a escola e quando o professor foi fazer a chamada e perguntou o seu nome para acrescentar no livro de chamada, ele disse JC, com um sotaque carregado de sulista americano e o professor entendeu “Jesse” e anotou Jesse. Esse nome pegou como apelido e assim ele foi conhecido pelo resto da vida. Os jogos Olímpicos sendo realizados na Alemanha faziam parte de uma propaganda alemã de a melhor pátria, o melhor país, exatamente quando Hitler pregava uma raça pura na Alemanha, um raça ariana forte, dominadora, exatamente como Charles Darwin propunha no seu famoso livro “Origens das Espécies”, onde o mais apto vence os mais fracos e sobrevive. O incentivo de Hitler foi tanto que a Alemanha conquistou 33 medalhas de ouro e o segundo lugar ficou para os americanos com 24 medalhas. O hino cantado nas comemorações e abertura dos jogos era o hino da Alemanha que os alemães cantavam a todo pulmão “Deutschland, Deutschland über Alles” que em Português quer dizer “Alemanha, Alemanha sobre todos”. Jesse não estava sozinho, havia mais 4 negros americanos na delegação e a cada evento Hitler pessoalmente cumprimentava o vencedor até ser interrompido pelo seu chanceler de que ao fazer isso com cada vencedor estava atrasando o andamento das provas com fotógrafos, cinegrafistas, repórteres querendo se aproximar do líder. Assim Hitler deixou de cumprimentar os vencedores, mas aceitou fazer uma foto reservada, por trás do palanque, com Jesse Owens. Mas corre por aí, especialmente na Internet, que Hitler ficou bravo  e se indignou quando viu um negro ganhar 4 medalhas de ouro, quando ele esperava que a Alemanha conquistasse todas e esperava uma prova física visível de que os alemães eram, de fato, a raça superior. Não foi esta a versão do próprio Jesse Owens, ao dar sua entrevista. Ele disse que o que mais o magoou foi o presidente americano, Franklin Delano Roosevelt, não se dignar a enviar sequer um telegrama felicitando os americanos pelas conquistas. De volta na América ele disse à imprensa: “Não foi Hitler que me ignorou, foi o presidente Franklin Roosevelt”.

Diante disso, me vem à mente o fato de que nesta vida os crentes, atletas de Cristo, se esforçam, correm, lutam e se debatem para demonstrar sua fé, para levar avante a palavra do mestre, mas ninguém neste mundo se levanta para cumprimentá-los ou dar um elogio pela vida reprimida que levam aqui neste mundo. Eles, os atletas do mundo, “de tudo se abstêm para ganhar uma coroa incorruptível” (I Cor.9:24,25), no entanto, passam despercebidos como passou Jesse Owens diante o presidente americano. Mas, há um Deus no céu que tudo vê e anjos tomando nota de tudo que se passa neste mundo, diante de cujos olhos ninguém passará despercebido.

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