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Meditação diária de 24/12/2019 por Flávio Reti – François Marie Arouet

24 de dezembro

I Coríntios 8:2  “Se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber”

François Marie Arouet

Por esse nome, talvez, você não o conheça, mas pelo pseudônimo com certeza: Voltaire, o filósofo iluminista da França, deísta, escritor. Ele viveu na França em um período denominado Iluminismo, quando a população acreditava que Deus estava presente na natureza, no próprio indivíduo e que era possível encontrá-lo fazendo uso da razão. Voltaire ficou conhecido pela sua linha de raciocínio e no uso de perspicácia para defender liberdades das pessoas civis, religiosas e suas ideias influenciaram outros pensadores. Ele escreveu ao redor de 70 obras, entre elas peças de teatro, poesias, romances, algumas obras científicas e outras históricas, mais de 20 mil cartas. Para ele a sociedade deveria ser reformada para dar abertura para o pensamento livre, ficar longe da censura e das duras punições aos delinquentes. Era um crítico implacável da Igreja dominante e outras instituições francesas, criticava as leis absolutistas e os privilégios do prelado ou da nobreza. Falava tão abertamente o que pensava que chegou a ser preso duas vezes, fugiu para a Inglaterra a fim de fugir de uma terceira prisão. Sua crítica mais acirrada era contra a intolerância religiosa e a intolerância de pensamento nos seus dias, tanto que acabou sendo exilado da França. Deram o nome de Liberalismo ao seu pacote de ideias e pensamentos, porque exprimia sua preocupação com a liberdade de escolha. Alguém atribuiu a ele a seguinte expressão: “Posso não concordar com nenhuma palavra do que você disse, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. Tal foi sua influência que era conselheiro de reis, inclusive do grande déspota esclarecido, o rei da Prússia. Sabe-se que Voltaire sofreu influência de Isaac Newton e do filósofo John Locke e com essa influência ele defendia as liberdades civis de expressão, de crença, logo, criticou as instituições políticas da monarquia e combateu o absolutismo dominante. Criticou a interferência da Igreja Católica na política da monarquia francesa e suas ideias influenciaram muito o andamento da revolução francesa e, imaginem, a Independência dos Estados Unidos. Ele não partiu do zero para atacar a aristocracia e a burguesia, porque ele mesmo já nasceu de uma família rica. Estudou com os Jesuítas e se revelou brilhante, promissor, frequentou a chamada “sociedade dos libertinos e livres pensadores”. Ele mesmo era rico e muito proeminente na sociedade. Resumindo, Voltaire foi um polêmico propagandista de ideias e teorias sistemáticas que atacou veementemente os abusos da sociedade e do regime com mente aberta e por isso mesmo incluído no Iluminismo francês. Para ele, as pessoas comuns viviam humilhadas e massacradas pelo fanatismo e pela superstição, logo, a sociedade deveria ser reformada com o progresso e com o uso da razão, deveria ser incentivada ao estudo da ciência e fazer uso da tecnologia. Pensando assim, automaticamente ele era um perseguidor de dogmas, de imposições culturais arraigadas na Idade Média, no obscurantismo. Não é exagero afirmar que Voltaire foi uma grande influência no século XVIII, porque seus livros foram lidos em toda a Europa e muitos imperadores, monarcas, pediram seus conselhos pelo que julgavam ser ele, o grande pensador.

Infelizmente, nenhuma defesa fez do evangelho que, como disse Paulo, é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rom.1:16). Se ele tivesse feito uso dos evangelhos, talvez, teria dado outros rumos às suas ideologias. Com sua influência, ele teria sido uma força no avanço da causa de Cristo, mas nada disso se viu nas suas obras. Que pena, pensar tanto, mas pensar raso, só nas coisas da terra. Nunca parou para pensar no céu, na vida eterna, na salvação.

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