Meditação diária de 23/01/2020 por Flávio Reti – O Arado
23/01/2020
Culto de Adoração (Sábado 25/01/2020)
24/01/2020

Meditação diária de 24/01/2020 por Flávio Reti – Arame Farpado

24 de janeiro

Provérbios 26:20  “Faltando lenha, apaga-se o fogo e não havendo difamador (mexeriqueiro), cessa a contenda”

Arame Farpado

Eu me lembro de um livro de leitura juvenil que tive a oportunidade de traduzir para a CPB com o título “Behind Barbed Wire” cuja tradução literal seria “Atrás de Arame Farpado” e que contava a história de um casal de missionários na China quando estourou a II guerra Mundial e lá viveram as maiores agruras de suas vidas em um campo de concentração até o resgate no final da guerra. Mas o homem sempre sentiu a necessidade de cercar sua propriedade e o uso de cercas não é de hoje, já vem desde os tempos imemoráveis. A bíblia relata em várias citações o uso de sebe, que por definição é uma cerca feita com plantas vivas delimitando a propriedade. Mas temos relatos de cercas feitas de pedras amontoadas e enfileiradas indicando o limite do terreno. Ainda hoje se vê, em muitos lugares, cercas vivas porque, embora se inventou o arame farpado, elas ainda são a forma mais barata de construir uma cerca perene. O arame enferruja, os raios cortam, o gado selvagem maior não respeita e por aí vai. O arame farpado também, além de servir para fazer cercas modernas, é um símbolo de guerra e sempre teve aplicação militar. Os militares britânicos, em 1888, construíam cercas de arame farpado feito manualmente, o que dava um trabalho insano. E ele ainda é usado para proteger instalações militares, como em cima dos muros das penitenciárias e propriedades privadas. Consta que o arame farpado como o conhecemos hoje foi inventado nos Estados Unidos em 1873 por um fazendeiro de nome Joseph Farwell Glidden, e hoje ainda, mais de cem anos depois da sua invenção, ele é usado quase no mundo inteiro. Para os cowboys do Estado do Texas, que vigiavam o gado o dia inteiro naquelas enormes planícies, sob sol escaldante, montados a cavalo, o advento do arame farpado para cercar o rebanho foi um alívio. Parece insignificante falar em invenção do arame farpado, mas pensa na utilidade e na proteção que ele trouxe à civilização moderna! Mas as farpas, o que faz valer a pena no arame, é ao mesmo tempo um perigo para os animais. Eles se encostam e sentem a fisgada, se assustam e acabam se ferindo ainda mais, por isso alguns criadores, especialmente de equinos, estão preferindo o arame liso. Fazendo uso da metáfora na linguagem, as farpas representam aquelas palavras ferinas que deixamos escapar, aqueles atos impensados que praticamos inconscientemente que podem também ferir as amizades, os relacionamentos, os parentes, os superiores e também os inferiores. As farpas que disparamos ferem de verdade, com marcas tão profundas que uma vida, muitas vezes, não consegue desfazer. Por isso, aprendamos a nos preocupar com as farpas que disparamos todos os dias contra alguém do nosso relacionamento.

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