Meditação diária de 22/10/2019 por Flávio Reti – André Jacques Garnerin
22/10/2019
Culto de Oração (23/10/2019 às 20h00)
23/10/2019

Meditação diária de 23/10/2019 por Flávio Reti – Baltazar Fernandes

23 de outubro

Isaias 13:2    “Alçai uma bandeira sobre o monte escalvado, levantai a voz para eles; acenai-lhes com as mãos, para que entrem pelas portas dos príncipes”

Baltazar Fernandes

Com a notícia de que havia ouro no interior do país, logo depois que o Brasil foi descoberto, muitos grupos se formaram e se organizaram em caravanas e partiam para o interior, em busca do ouro. Eles deveriam trazer ouro e escravos para vender no mercado da incipiente colônia. Alguma coisa semelhante ao que ocorria nos Estados Unidos. Os colonizadores empreendiam caravanas em direção ao Oeste, em direção às montanhas chamadas Rochosas, em busca do ouro das montanhas. Daí a saga do Farwest americano. Pode reparar que os filmes conhecidos como Farwest sempre contam as lutas contra os índios, ataque às carruagens e jagunços se defendendo e dando tiro pra todo lado. Era a busca do ouro das montanhas.

Aqui no Brasil, acontecia algo semelhante, os bandeirantes se embrenhavam mato adentro e iam desbravando, vencendo a resistência dos índios, formando povoados que hoje são cidades. Alguns nomes se destacaram como os mais valentes entre os bandeirantes: Raposo Tavares, Fernão Dias, Brás Leme, Manuel Preto, Baltazar Fernandes, um dos fundadores da cidade de Sorocaba. Nossa lembrança de bandeirantes são aquelas da escola, homens altivos, imponentes, de botas cano longo, chapéus de aba larga, armas, mas nem sempre era assim. Eles caminhavam por extensos territórios enfrentando o desconforto, sujeitos aos ataques dos índios, fugindo de animais ferozes, pisando em cobras e muitas vezes passando fome na mata. Eles não eram heróis como pintam os livros, eram os realizadores de uma colonização árdua e violenta. Minha atenção se voltou ao desbravador Baltazar Fernandes, reconhecido como o fundador de Sorocaba, aqui perto de nós. Ele já estava bem velho, cerca de 75 anos, quando se mudou para estas terras com sua família e escravos. Seus irmãos, André e Domingos, já tinham fundado cidades. André fundou Santana do Parnaíba e Domingos fundou Itu. A primeira coisa que fez em Sorocaba foi erguer uma Igreja, a capela de Nossa Senhora da Ponte (local onde hoje é a Catedral, na praça Coronel Fernando Prestes). Ao redor dessa igreja, surgiram as primeiras ruas e as primeiras casas. O próprio Baltazar Fernandes construiu ali perto uma casa para sua família. Ele trouxe para cá também os seus escravos. O povoado foi crescendo e se chamou Sorocaba.
Em 1661, Baltazar Fernandes foi para São Paulo falar com o governador geral Côrrea de Sá e Benevides. Baltazar queria que Sorocaba deixasse de ser um povoado e virasse uma vila (denominação dada as cidades naquela época).

Esse relato nos faz lembrar dos discípulos e apóstolos. Eles tinham a incumbência de Jesus de ir a todo o mundo e levar o evangelho a toda criatura, tribo, língua e povo, mas onde estavam os recursos financeiros para tamanha empreitada? Muitos deles consumiam recursos próprios, trabalhavam para bancar o programa, mas nem sempre eram bem recebidos. Eram presos, açoitados, expulsos das cidades, condenados, fugitivos e muitas outras penúrias.

Com o decorrer do tempo chegamos ao período da reforma. Os chamados protestantes eram perseguidos, caçados como animais, condenados à fogueira, às estacas, aos troncos, à forca. Eram forçados, sob pressão física e mental, a renunciar a fé. Os que resistiam eram condenados. Muitos, ao morrer, deram grandes testemunhos e com sua morte pregaram mais do que com suas vidas. O lema desse pessoal era sempre as palavras de Jesus: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apoc. 2:10).

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