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22/09/2019
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24/09/2019

Meditação diária de 23/09/2019 por Flávio Reti – Roland Garros

23 de setembro

Hebreus 4:7  “…Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração”

Roland Garros

Sempre que ouvimos esse nome, Roland Garros, vem à nossa mente o local onde alguns jogos de tênis profissional são realizados, na França. Mas, penso eu, poucos sabem que Roland Garros é o nome de um piloto francês pioneiro da aviação no país. E pra maior curiosidade, o avião Demoiselle, inventado por Santos Dumond, foi o primeiro avião que ele pilotou em 1909. O Demoiselle era um avião que só conseguia voar se o piloto fosse pequeno e leve e Roland Garros se qualificava para tanto. O jovem Roland Garros esteve no Brasil onde ensinou pilotagem na cidade de São Paulo. Foi em março de 1912 que Roland Garros e outro piloto de nome Eduardo Pacheco Chaves pilotaram cada um deles um avião próprio diferente e fizeram o trajeto São Paulo – Santos – São Paulo, uma aventura de ida e volta. O governo de São Paulo oferecia um prêmio de 30 contos de réis ao primeiro que fizesse acontecer a façanha. Na hora exata da decolagem, o avião de Roland Garros deu um defeito e, num ato de grande camaradagem, Eduardo Pacheco Chaves ajudou Garros a consertar seu avião. Na volta de Santos os dois vieram juntos no mesmo avião de Eduardo Chaves. Roland Garros ficou famoso quando em 23 de setembro, comemorando hoje portanto, ele conseguiu fazer a travessia, pela primeira vez, sem escala do mar mediterrâneo em 7horas e 53 minutos, a despeito de ter um dos motores avariado quando sobrevoava a Córsega. Ao aterrissar em Bizete, na Tunísia, só lhe restava no tanque 5 litros de combustível. Por pouco, muito pouco, que sua façanha não se transformou em tragédia, mas eram coisas de aventureiros. Em 1911, uma empresa americana (Queen Aviation Company Limited) trouxe para o Rio de Janeiro seis aviões para uma demonstração aérea e Roland Garros era um dos pilotos da empresa. Em um dos voos, Garros convidou o tenente Ricardo Kirk para voar pela primeira vez, ao que o tenente aceitou e mais tarde se tornou o primeiro piloto militar do Brasil. Com o advento da I grande guerra mundial, de 1914 a 1918, Roland Garros se tornou um piloto de guerra se saindo muito bem com o título de o “ás da aviação”. Durante a guerra, ele testava um artifício de atirar entre as hélices, mas foi abatido pelos alemães e feito prisioneiro, então, ele tentou destruir seu avião, mas não conseguiu e seu sistema de fazer as balas saírem por entre as hélices girando, foi copiado e aperfeiçoado pelos alemães, por um tal de Anthony Fokker, que hoje é nome de um modelo de avião. Roland Garros conseguiu fugir dos alemães e voltou ao seu posto de piloto na esquadrilha, mas infelizmente foi morto em outro combate aéreo, em outubro de 1918, quase no finalzinho da guerra.

A guerra estava terminando, Roland Garros estava quase a salvo, mas acabou totalmente abatido. Duas vezes ele quase aconteceu. Primeira quando só lhe restava 5 litros de combustível e segunda quando quase escapou dos alemães. Este é o problema do quase. Quase salvo é o mesmo que totalmente perdido. Se lhe disserem que o navio afundou e os passageiros quase conseguiram se salvar, você automaticamente entende que todos morreram. Quase não é certeza, quase não é garantia de nada, quase é perda total. Entendido isso, pense na sua vida se ela for quase salva! É certo que ela será totalmente perdida, e isso será muito triste. Portanto, repense a vida, porque no momento ela está quase lá e quase salva.

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