ContraPonto – Direitos Humanos
22/05/2019
Comentários da Lição 8 (2o Trim/2019) por Classe ECC (1/2)
24/05/2019

Meditação diária de 23/05/2019 por Flávio Reti – Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palácios Ponte-Andrade y Blanco.

23 de maio

João 14:3  “E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez…”

Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palácios Ponte-Andrade y Blanco.

E você achava que só o nome de Dom Pedro II (Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga) era um nome longo, então, aqui temos mais um e, por acaso, também de uma pessoa pública. Normalmente ele era conhecido apenas como Simón Bolívar, um militar e também líder político na Venezuela, e ele foi pessoa decisiva nas lutas de libertação do poder Espanhol nas terras da América. Na Colômbia, na Venezuela, na Bolívia, no Equador, no Panamá, no Peru seu nome é venerado como o grande revolucionário e libertador, um grande visionário que criou as bases democráticas nas colônias espanholas por aqui. Alguém o apelidou de “o grande George Washington da América do Sul”. Quando ele ainda tinha 3 anos (1786), perdeu o pai e ao chegar aos 9 anos (1792) perdeu a mãe. Com isso ele foi levado para a casa do avô paterno e depois da morte deste, um tio assumiu a educação dele, mas aos 12 anos ele fugiu da casa do tio para a casa de uma de suas irmãs (ele tinha 3 irmãs mais velhas), talvez por sentir falta de afeto pelo fato de ser criado sem pai e sem mãe, uma irmã seria mais afetiva. Quando já estava adulto, ele viajou para a Espanha com o propósito de estudar e de fato estudou lá as matérias de História, Literatura, matemática e inclusive estudou Francês tanto que até aprendeu a língua francesa. Um dia, passeando em Roma, ele fez um voto que não ficaria em paz enquanto não libertasse a América do Domínio Espanhol e pensando assim ele voltou para seu país natal, a Venezuela. Mais animado ele ficou quando Napoleão Bonaparte, dominador na Europa, colocou seu irmão José Bonaparte para governar a Espanha e todas as suas colônias na américa. Aí ele começou arrebanhando gente e invadiu a Venezuela, reconquistou-a e foi avante até a Colômbia capturando também Bogotá das mãos dos espanhóis. Próxima conquista foi Quito, no Equador. Seu lema, nas palavras dele, era: “O novo mundo deve estar constituído por nações livres e independentes, unidas entre si por um corpo de leis em comum que regulem seus relacionamentos externos”. Olha quanta ideologia nessa única frase! Nações livres, sem interferência das metrópoles, Nações independentes política e economicamente, União dos povos para discutir seus problemas em âmbito mundial. E ele tinha uma lógica, porque uma nação sem liberdade fica impossível conquistar outros objetivos. Simón Bolívar também defendia a separação da igreja e do Estado, sabedor de que o poderio da Espanha emanava do apoio do Vaticano, na pessoa do próprio papa, ao passo que ele mesmo era maçônico. Nem tudo sempre aconteceu como Bolívar esperava e em 1830, lutando contra a tuberculose, morreu Simón Bolívar com apenas 47 anos, em Caracas.

Mas como dizem seus defensores, morreu jovem para brilhar sempre. Acontece que esse sempre não foi muito longe e não vai muito longe. Hoje, poucos conhecem a história e a saga de Simón Bolívar, sendo ele mais cultuado na Venezuela, mormente pela política de Hugo Chaves e agora do presidente Maduro, que falam tanto da revolução bolivariana no país. Mas Bolívar passou, Hugo Chaves passou e muitos ainda vão passar. Apenas Jesus, que também morreu jovem e por uma causa muito maior e melhor ainda não passou. O nome de Jesus continua tão atual como o próprio Deus. E tem mais, nós ainda o aguardamos na sua segunda vinda, afinal, ele mesmo prometeu voltar e essa é a nossa esperança.

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