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Dia de Pessach

“E disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão” Lucas 22:15

Pessach é um termo hebraico para designar a Páscoa dos judeus. Na realidade são sete dias de festa da Páscoa nos quais eles comemoram a saída do Egito, a libertação da escravidão egípcia. Isso vem de mais ou menos 1280 anos na história antes de Cristo.

De acordo com escritos da tradição judaica, a primeira celebração ocorreu há 3500 anos, quando o Egito passou pelas dez pragas enviadas pelo Deus do céu sobre o povo e os animais do Egito.

Na véspera da saída, Moisés orientou o povo hebreu a sacrificar um cordeiro e passar o sangue do cordeiro sobre os umbrais da porta para que os primogênitos fossem poupados quando o anjo da morte passasse sobre o Egito. Naquela noite, ocorreu a praga da morte dos primogênitos e na manhã seguinte era choro em todo o Egito. Só aí o Faraó deixou sair os escravos hebreus para a liberdade.

Como lembrança e comemoração desse dia memorável, foi instituído na cultura Hebraica

a Pessach. Convém notar que Pessach (se lê pêssa) significa passagem, passar por cima, pelo alto, aludindo à passagem do anjo da morte e não à passagem pelo mar vermelho logo em seguida à saída deles do Egito.

Os judeus eram orientados a frequentar pelo menos três festas anuais: A festa da Páscoa, a festa de Pentecostes (ou a Festa das semanas) e a festa dos Tabernáculos (ou das cabanas). Eles subiam a Jerusalém para as festividades e pelos caminhos, enquanto caminhavam, cantavam os hinos, os salmos que recordavam a sua história. Todas as festas faziam referência ao período de peregrinação de Israel até a conquista das terras de Canaã.

Por analogia, nós também somos peregrinos e estrangeiros aqui nesta terra. Estamos a caminho de uma grande celebração que deve ocorrer por ocasião da volta de Jesus. Enquanto caminhamos por este mundo, em direção à Jerusalém celestial, vamos cantando os cânticos de Sião. Vamos compartilhando experiências e vamos nos preparando para aquele dia.

Será também a nossa passagem, porque vamos passar a ser cidadãos do reino eterno de Cristo, vamos passar por uma transformação, de mortais agora para imortais para sempre, de corpos corruptíveis para corpos incorruptíveis, de efêmeros para eternos.

Segundo o costume, os judeus esperavam com ansiedade a ocasião das festas para ter o privilégio de subir à Jerusalém. Tal como nós, aguardamos ansiosos a vinda de Jesus para termos o privilégio de subirmos à Jerusalém celestial. Por certo será a maior Pessach, a mais significativa. Eu aguardo esse dia como diz o hino 149 do hinário Adventista: “Espero a manhã radiosa, o bendito alvorecer, quando as mágoas e tristezas dessa vida eu esquecer”. Grandes privilégios nos aguardam atrelados com a vinda de Jesus. A ressurreição, a transformação, o arrebatamento, a subida para o céu, a entrada pelos portais de pérola, a oportunidade de cantar no grande coro dos remidos, a mesa posta para a ceia celestial e depois a normalidade da vida ao longo da eternidade.

“Muitos dos crentes a quem Pedro dirigiu suas cartas estavam vivendo no meio do paganismo e muito dependia de permanecerem eles fiéis à alta vocação de sua profissão. O apóstolo insistia em seus privilégios como seguidores de Cristo Jesus. “Vós sois a geração eleita”, escreveu, “o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus. Vós que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (I Ped. 2:9

e 10). O destaque é para os privilégios que os cristãos desfrutavam pelo fato de estar agora inclusos noutro grupo, os grupo dos crentes. E realmente é um privilégio ser contado como povo de Deus. Não consigo imaginar o que eu seria se o evangelho não tivesse me alcançado um dia. Graças a Deus pelo que já realizou até aqui e queira Deus ser propício para me guardar até o último dia. E você, já parou para pensar no privilégio que é seu também?

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