Meditação diária de 22/02/2017 por Flávio Reti
22/02/2017
Comentários da Lição 9 (1o Trim/2017) por Ligado na Videira
23/02/2017

Meditação diária de 23/02/2017 por Flávio Reti

Dia do Surdo-mudo

“E se maravilharam sobremaneira dizendo: Tudo tem feito bem, faz até os surdos ouvir e os mudos falar” Marcos 7:37

Eu ainda era adolescente, de uns catorze anos. Meu pai estava construindo uma casa de sítio para um amigo e eu era seu ajudante na obra. Estava na fase final da construção, fazendo o madeiramento para o telhado e faltaram algumas ripas. Meu pai pediu que eu fosse buscar numa serraria que ficava a três quilômetros dali. Eu busquei nosso cavalo e o prendi à carroça e fui

procurar a tal serraria. Perguntando aqui e ali cheguei lá, mas quando fui falar com o funcionário e dono que me atendeu, fiquei assustado. Ele era surdo e mudo e eu não conseguia explicar pra ele que meu pai queria uma dúzia de ripas de quatro metros. Ele já tinha experiência de entender por gestos e foi me mostrando pedaços de várias madeiras serradas até que chegou a um pedaço de ripa e daí foi possível nos entendermos.

Dizem que é errado chamar um surdo de mudo, porque nem todos os surdos são mudos. O surdo pode ser parcial, mas o mudo é sempre mudo e não faz uso do aparelho da fala. Atualmente não se fala mais a expressão surdo-mudo usada até recentemente até por profissionais que tratam dessas deficiências. Existem aquelas pessoas que são surdas e existem a que são mudas e existem as que são mudas porque nunca ouviram um som para poder imitá-lo. São mudas porque não ouvem, são mudas porque não aprenderam a falar. Em termos de doença, mudez não depende da surdez e surdez não depende da mudez. São incapacidades diferentes. Somente quando a pessoa apresenta ambas as deficiências é que podemos dizer surdo-mudo. As estatísticas mostram que pode ocorrer três indivíduos com alguma deficiência auditiva ou oral para cada mil recém nascidos e no Brasil, apenas, se estima que haja oito milhões de pessoas deficientes orais ou auditivos.

O dia vinte e três de fevereiro foi designado dia do surdo-mudo para despertar a população com relação aos deficientes e também para promover discussão de políticas públicas de inserção dessas pessoas na sociedade normal e no mercado de trabalho.

Jesus estava se dirigindo à Decápolis, que não era uma cidade, mas uma região. Ele passaria por várias cidade pequenas. Ele saiu de Tiro e foi por Sidon até Decápolis. Olhando o mapa nos damos conta de que Jesus desviou do caminho mais curto. Talvez para ter um pouco de privacidade longe da multidão. Trouxeram-lhe um surdo que falava com dificuldade (Mar.7: 32) e rogaram que o curasse. Jesus meteu os dedos nos ouvidos e, cuspindo, tocou-lhe na língua. O homem passou a

ouvir e falar normalmente. Isso causou comentários entre os que assistiram, daí o nosso verso acima quando eles se maravilharam dizendo que ele tudo fazia bem feito. Se eu estivesse presente, talvez eu não diria que ele fez bem feito, porque ele cuspiu e tocou na língua do mudo. Eu, por certo, acharia isso muita falta de higiene. Mas pelo relado ele estava fazendo o certo, porque não foi uma pessoa quem disse que ele tudo fazia bem feito, foram muitas que se maravilharam dizendo que ele “tudo tem feito bem”

Se você não entende, às vezes, a maneira de Deus tratar com as pessoas, não se intrigue. Confie, porque ele sempre faz tudo bem. Nós é que fazemos o errado. Desde o início, tudo que Deus fez era “muito bom”. É impressionante pensar que Jesus nunca cometeu um ato errado. Como conseguia ele viver nesse mundo onde tudo está errado e passar pela vida sem nunca cometer um erro? Eu mal me levanto da cama e a primeira coisa que faço é cometer erros, mesmo involuntários! Qual a salvaguarda para evitar esse comportamento, essa incapacidade de viver a vida cristã convenientemente? Proximidade com Deus, é a resposta. Pelo menos isso temos que aprender de uma vez por todas. Proximidade com Deus, é por aí.

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