Meditação diária de 22/01/2020 por Flávio Reti – Ar Condicionado
22/01/2020
Meditação diária de 24/01/2020 por Flávio Reti – Arame Farpado
24/01/2020

Meditação diária de 23/01/2020 por Flávio Reti – O Arado

23 de janeiro

Lucas 9:62  “Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus”

O Arado

Que bobagem achar que o arado representa uma grande invenção, mas foi! Inicialmente o homem comia do que a terra produzia por si, ainda no Éden, mas assim que saíram do Éden já saíram com a maldição nas costas e deveriam agora trabalhar e lavrar a terra, não com facilidade, mas com suor no rosto (Gên.3:19). Assim foi a regra! Lavrar a terra não se resume apenas em capinar, arrancar matinhos do canteiro, porque com o tempo sendo usada, a terra se compacta e as plantas não conseguem medrar. Daí vem a necessidade de revirar a terra, afofar e para fazer isso é com o uso de um arado. De início, pode acreditar, o arado deveria ser muito rudimentar, talvez um galho de árvore em forma de forquilha puxado por algum animal em uma das pontar e a outra rasgando a terra. E foi isso mesmo durante muitos séculos. O arado além de revolver a terra para descompactar, ele favorece a infiltração das raízes da planta, favorece a infiltração da água no solo, permite a aeração, oportuniza o desenvolvimento de microrganismos como as minhocas que decompõem o adubo e permite a mistura dos nutrientes do próprio solo. Não se tem uma data da invenção do arado, mas deve ter chegado um dia em que o homem se cansou de tentar arar com um galho de árvore, e assim que dominou a metalurgia e a domesticação de animais, surgiu os primeiros arados feitos de ferro e puxados por animais. 1200 anos antes de Cristo já temos desenhos Egípcios arando a terra com relhas de ferro tracionada por animais. Há um arado exposto no Museu Nacional da Baixa Saxônia que data do ano 1500 a.C. Foi John Deere, em 1837, que imaginou um arado de ferro que tombasse a terra arada e se limpasse da terra grudada nele próprio. E assim o arado foi evoluindo até chegar no arado de disco como se conhece hoje, e não apenas de um disco, mas um arado puxado por um trator pode puxar dez a doze discos simultaneamente e o serviço de aração se faz em bem menos tempo porque o arado de disco leva de roldão arando uma faixa de 5 a 6 metros de largura ao mesmo tempo. Bem, por analogia, posso comparar a aração como a formação de sulcos em nosso coração. Muitas vezes alguns acontecimentos da nossa vida se fixam na nossa mente, no nosso coração, para toda a vida e nós gostamos de nos referir a eles porque nos trazem boas lembranças de alguém, de um tempo, de um encontro, de uma viagem e assim por diante. O tempo passa, mas os sulcos ficam, quer sejam bons ou maus. É triste olhar para trás, na terra arada do nosso coração, e ver sulcos que nos lembram fracassos, doenças, desentendimentos, amarguras vividas. É nessa hora que devemos clamar como Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de nós um espírito reto” (Sal.51:10).

Os comentários estão encerrados.