Meditação diária de 21/12/2019 por Flávio Reti – Johan Harvey Kellogg
21/12/2019
Acampamento de Verão 2020
22/12/2019

Meditação diária de 22/12/2019 por Flávio Reti – Yosef ben Mattityahu

22 de dezembro

Apocalipse 1:2  “o qual (joão) testificou da palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu”

Yosef ben Mattityahu

Esse era seu nome hebraico, mas ele adotou um nome latino de Titus Flavius Josephus depois de se tornar um cidadão romano, mas seu nome original, se fosse traduzido, ficaria José filho de Matias, que é uma variante do nome Mateus. E quem foi ele? Foi, simplesmente, o historiador mais badalado do primeiro século depois de Cristo, porque ele nasceu no ano 37 e morreu no ano 100 d.C. No seu currículo consta que ele era um historiador, mas era também apologista judaico-romano e descendente de uma família sacerdotal e que tinha na origem alguns reis de Israel. Ele viu e registrou todo envolvimento político, a agitação do povo judeu, nas vésperas da destruição de Jerusalém no ano 70 de nossa era. Os escritos de Josefo fornecem um bom registro da situação do judaísmo no I Século d.C. Dentre seus escritos duas obras se destacam: A Guerra dos Judeus e Antiguidades Judaicas. Lógico que ele narra a história da revolta dos judeus contra a dominação romana e também a situação do mundo vista sob os olhos dos judeus. Com isso ele dá preciosas informações sobre a sociedade judaica, sobre o surgimento do cristianismo, sobre o avanço do proselitismo e sobre a repressão romana ao mesmo tempo que alguns judeus perseguiam os cristãos. Ninguém escreveu sobre ele, mas ele mesmo deixou uma autobiografia onde ele mesmo diz que era filho de Matias, um sacerdote judeu, que nasceu em Jerusalém numa família de sacerdotes, que recebeu educação da torá, que sua mãe era de família real. Conta também que desde pequeno foi instruído sobre as quatro seitas judaicas principais: saduceus, fariseus, essênios e zelotes mas que ele preferiu se unir ao farisaísmo. Josefo acusa os zelotes de ter provocado a revolta contra os romanos que levou à destruição do orgulho dos judeus, o templo, e também da cidade de Jerusalém. Tudo leva a crer que Josefo passou para o lado dos romanos e ganhou favores políticos, inclusive um nome romano que bajulava o imperador Titus Flavius Vespasiano, daí seu nome de Titus Flavius Josephus. Mas a vida de Josefo está cheia de informações que não batem, porque ele nunca explicou a contento, dizem os críticos, seu envolvimento durante a guerra judaica e como aceitou a paparicação dos romanos. Todos os que viram Flavio Josefo como informante dos romanos e traidor da pátria judaica também questionam sua credibilidade como historiador. Os judeus até hoje não perdoam Josefo acusando-o de apologista do império romano contra o povo judeu numa época de tensão durante o conflito. Outro historiador relata que em Roma foi erigida uma estátua de Josefo como agradecimento pela cooperação. Uma coisa é certa, ele era muito culto porque escreveu sobre a revolta judaica em aramaico e depois escreveu a história dos macabeus em grego.

Quando o apóstolo João foi exilado na Ilha de Patmos, no mar Mediterrâneo, Jesus lhe deu uma visão e ordenou que escrevesse (Apoc.1:11). Ambos escreveram, Josefo e João. Eu não saberia explicar, mas por que Josefo é discutido e desacreditado e João ninguém contesta? Quando ele descrevia o céu, o anjo lhe ordenou: “Escreve, porque essas palavras são fiéis e verdadeiras” (Apoc.21:5). Você consegue entender porque o que Josefo escreveu deixa tanta dúvida e o que João escreveu não deixa dúvida? As palavras que Josefo escreveu são dele e as palavras que João escreveu são de Jesus. Há uma grande diferença de autoridade!

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