Meditação diária de 21/11/2019 por Flávio Reti – Carlos Eduardo Miranda
21/11/2019
Culto de Adoração (Sábado 23/11/2019)
22/11/2019

Meditação diária de 22/11/2019 por Flávio Reti – João Calvino

22 de novembro

João 8:32  “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”

João Calvino

Aqui temos um teólogo cristão de origem francesa, Jehan Cauvin com o nome de origem, que aparece muito no movimento da Reforma protestante e cuja influência ainda se vê nas igrejas reformadas. Ele foi alcançado pela Reforma disparada por Lutero em 1517 e a forma de protestantismo que ele ensinou e promoveu ainda hoje é conhecida por Calvinismo, embora ele mesmo não gostasse desse apelido. Na realidade, o calvinismo é uma variante da Reforma Protestante inicial. Calvino era católico, mas nunca foi sacerdote, cuja profissão era humanista, mas se afastou do catolicismo e começou a ser visto como um representante do movimento de Reforma e ao começar divulgando o movimento acabou sendo considerado um padre rebelde. Quando a igreja católica perseguiu os Huguenotes na França, ele fugiu para Genebra, na Suíça, e lá ele faleceu. Quando Lutero expôs suas 95 teses na porta do Castelo de Vitenberg, João Calvino tinha apenas 8 anos de idade. Ele foi tomar conhecimento dos princípios que Lutero defendia com 18 anos, mas compreendeu e se propôs traduzir a bíblia para a Língua Francesa de modo que ele se tornou para os franceses o que Lutero era para os alemães. Em 1525 o rei Francisco I da França foi preso na Itália e com a mediação do papa ele conseguiu a liberdade, logo, se comprometeu a tomar providências contra o crescente número de “blasfemos” da França, os protestantes. Calvino, algumas vezes, até pensou em ser padre, mas a pressão de seu pai o obrigava a seguir pelo caminho do direito, advocacia, mas Calvino sempre preferiu a teologia.  A conversão de Calvino ao protestantismo permanece envolta em mistério. Sabe-se apenas que ela se deu entre 1532 e 1533 (Calvino tinha 23 ou 24 anos). Um texto escrito por Calvino em 1557 como prefácio ao seu comentário sobre os salmos oferece-nos alguns fracos indícios: “Após tomar conhecimento da verdadeira fé e de lhe ter tomado o gosto, apossou-se de mim um tal zelo e vontade de avançar mais profundamente, de tal modo que apesar de eu não ter prescindido dos outros estudos, passei a ocupar-me menos com eles. Fiquei estupefato, quando antes mesmo do fim do ano, todos aqueles que desejavam conhecer a verdadeira fé me procuravam e queriam aprender comigo – eu, que ainda estava apenas no início! Pela minha parte, por natureza algo tímido, sempre preferi o sossego e permanecer discreto, de modo que comecei a procurar um pequeno refúgio que me permitisse recolher dos Homens. Mas, pelo contrário, todos os meus refúgios se tornavam em escolas públicas. Em resumo, apesar de eu sempre ter pretendido viver incógnito, Deus guiou-me por tais caminhos, onde não encontrei sossego, até que ele me puxou para a luz forte, contrariando o meu carácter, e como se costuma dizer, me colocou em jogo. E, na verdade, deixei a França e dirigi-me para a Alemanha para que ali pudesse viver em local desconhecido, incógnito, como sempre tinha desejado”. Entretanto o papa Clemente II pressionava o rei da França para abafar o movimento protestante, pedindo a aniquilação da heresia Luterana que estava ganhando espaço no reino. Em1534, se deu a criação da Companhia de Jesus, Jesuitismo, e a excomunhão do Rei Henrique III criador da Igreja Anglicana, tudo iniciado por uma panfletagem na cidade com cartazes criticando a celebração da missa. Calvino ajudou a espalhar cartazes em várias cidades, com isso estava decretada a perseguição aos reformados. Os protestante pregaram cartazes até na porta do castelo real.

A volta de Jesus tem muita coisa para nos revelar sobre os grandes homens que empunharam essa verdade que professamos. A vida de fé que manifestaram diz muito. Quem viver verá.

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