Meditação diária de 21/10/2019 por Flávio Reti – José Eduardo Cavalcanti de Mendonça
21/10/2019
Meditação diária de 23/10/2019 por Flávio Reti – Baltazar Fernandes
23/10/2019

Meditação diária de 22/10/2019 por Flávio Reti – André Jacques Garnerin

22 de outubro

Salmo 107:26  “Eles sobem ao céu, descem ao abismo, esvaece lhes a alma de aflição”

André Jacques Garnerin

O homem sempre teve a preocupação de voar, subir nos ares, mas André Jacques teve a preocupação de descer. Se tudo que sobe desce, deveria haver um meio de descer com segurança e essa era a preocupação de André Jacques. E ele foi o engenheiro francês, inventor do paraquedas. Ele andava fazendo experiências com coisas que inventava semelhante a sombrinhas, mas eis que veio a guerra Napoleônica e ele foi capturado pelas tropas da Inglaterra e depois levado para Áustria e acabou preso na Hungria por três anos. Quando ele foi solto, estava em moda os voos de balão e ele fez seu primeiro salto com um paraquedas precário feito de seda, nesse dia, 22 de outubro de 1797. Ele saltou de uma altura de 1.000 metros e aterrissou no meio de uma multidão que estava assistindo à sua aventura. Para enfeitar seus saltos de paraquedas, sua esposa Jeanne foi a primeira mulher a saltar de paraquedas. Além de saltar de paraquedas, Garnerin também confeccionava balões junto com seu irmão mais velho Jean Baptiste Oliver Garnerin e sempre levou a vida envolvido com balões de um jeito ou de outro. De repente ele estava engajado na aeronáutica da França como oficial. Seu primeiro paraquedas foi feito de lona branca e media sete metros de diâmetro e tinha realmente o formato de uma sombrinha, ou um guarda-chuva. Seu modo de saltar era diferente do que você conhece hoje. Ele prendia o paraquedas no cesto do balão e quando chegava à altura de 1.000 metros, ele cortava a corda e o balão seguia pelo céu afora, enquanto o cesto caía dando um golpe violento no guarda-chuva abrindo-o. Todos queriam ver a descida de Garnerin, mas ele fez maior suspense quando anunciou que no seu próximo voo e salto, ele incluiria uma mulher como passageira e como aventureira a saltar também. O povo queria ver, mas ele foi intimado a comparecer diante das autoridades policiais para explicar detalhes de seu intento e justificar seu projeto. Eles explicaram que se preocupavam com o efeito que a pressão reduzida de ar tivesse sobre os órgãos delicados do corpo feminino e talvez pela perda da consciência, além das implicações morais de subir num balão tão apertado com uma mulher que não tinha ideia de como seria o resultado de tudo aquilo, e proibiram que ele e ela juntos saíssem do chão. Depois de muita discussão o ministério do Interior e da Polícia revogaram a proibição dizendo que seria quase o mesmo, que o escândalo seria igual ao de um homem e uma mulher saltar juntos de uma carroça em movimento. Concordaram também de que a decisão da mulher demonstrava confiança no experimento e um grande grau de intrepidez pessoal. A mulher escolhida foi Citoyenne Henri e assim que suspenderam a proibição ele anunciou no jornal os detalhes da próxima subida e do próximo salto. No dia exato, no Park Monceau, eles dois deram várias voltas no parque recebendo os aplausos da multidão. Ela foi ajudada para entrar no cesto do balão por um astrônomo. Tudo correu bem e eles desceram de paraquedas a trinta quilômetros do local. Saltar de paraquedas ficou popular e eles faziam demonstrações na Itália, na Espanha, na Rússia, na Alemanha. E por incrível que pareça, com tantos saltos de paraquedas, Garnerin morreu num acidente de construção quando uma viga caiu e o atingiu.

Nossa maior esperança é um dia subir não 1.000 metros e pular para baixo, é subir pelo espaço sem fim até chegar à cidade celestial quando Jesus regressar e de lá nunca mais desceremos para este mundo mau.

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