Meditação de Pôr do Sol 21/06/2019 por Heber Girotto
21/06/2019
Novo Encontro – 23/06/2019 com Pr. Jimmy Cardoso
22/06/2019

Meditação diária de 22/06/2019 por Flávio Reti – Fernando Armindo Lugo de Méndez

22 de junho

Romanos 6:16  “Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis…?”

Fernando Armindo Lugo de Méndez

Na sua biografia diz que Fernando Lugo é um ex-bispo católico, ex- presidente do Paraguai mas é político paraguaio. Ele diz que nasceu a 400 quilômetros de Assunção, a capital do Paraguai, e que sua família sofreu muito com a perseguição durante a ditadura de Alfredo Stroessner que durou de 1954 até 1989, portanto 35 anos. Estudou em Assunção, mas assim que se formou em Ciências da Religião se mudou para o Equador e foi trabalhar numa das dioceses de lá com um superior de nome Leonidas Proaño que era um defensor da teologia da libertação. De lá ele foi para Roma e estudou na Universidade Gregoriana fazendo sociologia e só depois voltou ao Paraguai. Até aqui nada de mais, tudo sob controle dele. Mas ele voltou com os ideais da teologia da libertação e se aproximou do Frei Beto, de Leonardo Boff e de Don Helder Câmara, todos aqui do Brasil. Agora entenda, sem qualquer explicação, a Igreja Católica o pôs sob suspeita do cargo e só lhe restou o título de Bispo emérito, com isso ele entrou para a política e começou reunindo todos os partidos de oposição e as centrais sindicais juntamente com outras associações e movimentos de resistência civil. Discursou diante de grandes plateias, 30.000 pessoas diante do congresso, lançou o movimento “Paraguay possible” diante de 40.000 pessoas, liderou passeata contra a reeleição, e daí para frente foi um passo para lançar sua candidatura à presidência do país, assumindo-se como a principal figura da oposição para derrubar os colorados que mantinham o poder. Para o Vaticano ele foi um rebelde que antes de tirar a batina já estava metido em política e o aconselhou a decidir por uma ou outra, mas ele estava decidido a ser candidato. Nesse meio tempo, surgiu lá um filho dele, que sendo ele celibatário católico nunca poderia ter filho, mas aconteceu e veio a público. Ele foi obrigado a reconhecer a paternidade e daí começa a oposição a ele próprio. O papa ainda não havia demitido-o do sacerdócio, as leis paraguaias proíbem o cargo a qualquer líder religioso, nas pesquisas ele era favorito, a opinião pública remoendo e discutindo o filho proibido, agora, imaginem o turbilhão de pensamentos que lhe passavam pela cabeça. Ele se lançou candidato como a opção dos pobres sabendo que 6 milhões de paraguaios, dos 7 milhões de habitantes vivem em extrema pobreza. Aconteceu que ele ganhou a eleição, foi aclamado nas ruas, anunciado oficialmente como ganhador, e os pobres agora ficaram na esperança das promessas de campanha. Bem, até agora o Paraguai continua o mesmo, nada de novo se viu e a vida continua na mesma condição de antes.

Esse resumo da política paraguaia me faz lembrar de que promessas humanas são falíveis, nem sempre merecem confiança absoluta, a palavra dos homens é falha, então, o que fazer enquanto estamos sob o mandato de homens tão falhos como nós mesmos que nenhuma garantia nos podem dar? A bíblia tem a resposta nas palavras de Pedro: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29) e o próprio Jesus também já havia dito: “Vós credes em Deus, crede também em mim” (João 14:1). Aí está, confiança, apenas em Deus e na pessoa de Jesus, porque dos demais nada temos a esperar. A política explica tudo isso.

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