Meditação diária de 21/04/2017 por Flávio Reti
21/04/2017
Meditação diária de 23/04/2017 por Flávio Reti
23/04/2017

Meditação diária de 22/04/2017 por Flávio Reti

Dia do Descobrimento do Brasil

“Ora, disse o senhor a Abraão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” Genesis 12:1

Alguma vez já lhe disseram que o descobrimento do Brasil não foi nessa data que comemoramos? Se você nunca teve essa dúvida, passou a tê-la agora. Até o início da revolução de 1930, o dia do descobrimento era comemorado em 03 de maio. Tudo porque Cabral disse no seu relatório que foi no dia de Vera Cruz que ele aportou no Brasil e esse dia de Vera Cruz, depois mudado por Dom Manuel para Santa Cruz, era um feriado nacional em Portugal, comemorado no dia 3 de maio. E tem mais, a Assembleia Constituinte que promulgou a primeira constituição do Brasil, logo após a independência, ocorreu no dia 3 de maio de 1823. Essa versão era corrente até que um documento esquecido nos arquivos portugueses por quase três séculos, e que estava entre as coisas que Dom João VI trouxe para o Brasil em 1808, veio à tona. Era a carta do escrivão da frota de Cabral, Pero Vaz de Caminha, uma testemunha ocular dando conta que ocorreu a 22 de abril.

Logo após a proclamação da República no Brasil, foi criado um calendário oficial de festas cívicas e nele se firmou a data de 22 de abril como certa. A imprensa da época especulava que foi devido a 3 de maio estar muito perto de 1º de maio perfazendo dois feriados muito próximos um do outro, mas não foi por isso.

Não é comum datas confundir as pessoas. Aqui e ali sempre ocorrem alguma novidade que leva a dúvidas, especialmente as datas flutuantes do calendário como páscoa, carnaval, mudança do horário de verão, eleição entre outras.

Temos na história da nossa igreja um episódio triste envolvendo data. Houve, em 1844, um grande despertamento com respeito à vinda de Jesus e o preparo para encontrá-lo na sua volta. Guilherme Müller, um estudioso das profecias, estudando as profecias de Daniel, de Apocalipse e os rituais do santuário de Moisés, chegou à conclusão que Cristo voltaria à terra em 22 de outubro de 1844. Ele começou a pregar fervorosamente e muitos criam na sua mensagem. Muitos deixaram suas igrejas de origem e se somavam aos crentes do advento na esperança de ver Cristo voltar nas nuvens do céu no outono daquele ano. Mas por um erro de interpretação do calendário, Muller errou o evento, mas não a data. Resultado, naquele dia Cristo não veio e houve uma decepção geral. Foi uma experiência amarga para os crentes.

Outro erro clássico no calendário Justiniano foi cometido pelo padre Dionisius Exiguus, ao definir o ano 1 a partir do nascimento de Jesus Cristo. Todos sabemos que há um erro no calendário, uma vez que Jesus morreu no ano 28 com 33 anos de idade. Logo, ele não nasceu no ano 1.

Esquecendo data e calendários, vamos ter em mente que Cristo virá no tempo de Deus e que o mais importante não é a data, mas o preparo. “Se demorar espera, “pois, ainda em bem pouco tempo, aquele que há de vir virá e não tardará” (Heb.10: 37). Você, por acaso, anda preocupado com as datas do calendário? Mude o foco, porque não tardará muito para terminar o tempo da graça.

E se não servirmos agora, fielmente, ao Senhor, como enfrentaremos o registro de nossos atos? Não demorará muito e se fará a chamada para o ajuste de contas. Seu relatório está lá, muito bem arquivado, guardado, esperando a ordem e o andamento do juízo. Uma hora dessas o anjo vai trazer sua pasta para a apreciação do juiz de toda a terra e o que você tem feito está lá tintim por tintim. Todos, indistintamente, havemos de comparecer ante o tribunal de Deus e o que temos feito com nossa vida? Com essa oportunidade de se preparar para viver para sempre no céu, na eternidade com todos os anjos e com todos os salvos de todas as épocas? É mais um caso a pensar e é hoje.

Pense hoje! Amanhã… não sei, talvez…

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