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21/03/2017
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23/03/2017

Meditação diária de 22/03/2017 por Flávio Reti

Dia Mundial da Água

“Ora, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba” João 7:37

Será que o planeta formado por 75% de água vai um dia secar? Essa é a discussão do momento ao redor da crise hídrica. Parece que a falta de água chegou para mudar a vida definitivamente, a curto, médio e longo prazo. Por que a crise hídrica tem a ver comigo se a culpa parece ser das mudanças climáticas, da contaminação dos mananciais, do mau uso dos recursos hídricos, do aumento da demanda devido ao aumento da população? Segundo a ONU, em 1950 éramos 2.5 bilhões de consumidores. Em 2050 seremos 9.3 bilhões. Bem, a água não vai acabar de uma hora pra outra, mas temos que começar pensando sobre o assunto.

Mas, a minha parte, segundo entendo, é reduzir o desperdício. É a parte mais fácil de resolver, certo?

Parece, mas para dar conta de tanta gente vai ser necessário produzir mais comida e daí vem a irrigação na agropecuária, gerar mais energia elétrica e daí vem os grandes reservatórios, crescimento das indústrias exigindo mais água, tudo precisa de mais água. Dizem os técnicos que, a cada segundo no mundo, 1.200 litros de água são desperdiçados só nos dutos de abastecimento, assim, ao longo de um dia apenas, daria para abastecer 932 milhões de pessoas, ou 3 vezes a população dos Estados Unidos. Quase difícil de acreditar, mas é uma realidade! E não é apenas no Brasil que vivemos essa problemática. O mundo todo enfrenta escassez e daí os cientistas se debruçam em cima de alternativas para resolver o problema. Fala-se em dessalinização da água do

mar, transposição de rios, como o caso do Rio São Francisco. A China tem um projeto de transpor um de seus maiores rios e levar água do sul para o norte do país até 2050 e custará 62 bilhões de dólares. Logo mais a água será mais cara do que combustível. Um litro de água valerá mais do que um litro de gasolina. Estamos chegando lá.

Tantos projetos, tantos cálculos, tantas estratégias para resolver a falta de água e matar a sede de bilhões de habitantes do mundo, mas o que fazer para matar a sede que surge dentro da alma?

Não é sede de água, é um sentimento diferente, uma sensação de vazio que vai no íntimo das pessoas. Para esse tipo de sede Jesus tem a solução. Ele fez um convite estranho certa vez: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”, e ele disse mais: “quem beber dessa água que eu lhe der nunca mais terá sede” (Jo.4:14). A mulher de Samaria parece que entendeu a analogia de Jesus e disse: “Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede” (Jo.4:15).

Jesus pode satisfazer a sede da alma. De braços abertos ele diz: “Vinde a mim todos que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mat.11:28).

O mundo se preocupa com a falta da água física e se esquece de que a sede da alma é ainda maior. A escassez da água pode ser contornada, mas a sede da alma não tem contorno, só Jesus para satisfazer os anseios do coração. Está se sentindo sedento de alguma coisa? Vá a Jesus porque ele tem a água da vida em abundância. Nalguns momentos a gente é levado a pensar que a sede da humanidade, no momento, é a sede de diversão, de prazeres, como se isso abrandasse a sede que vai dentro da alma do ser humano. Mas a sede da alma, do coração, não se aplaca com a água física, senão com a palavra de Deus, a água figurativa que Jesus ofereceu. Aposto que você já sentiu sede, não de água, mas da satisfação da alma, de algum anseio do seu coração. Todos nós temos esses sentimentos e todos nós podemos saciá-los na presença de Deus. A vida cristã suaviza as agruras da

vida, amaina as dificuldades e acalma o coração aflito. Experimente se aproximar de Deus, a vida vai mudar e para melhor.

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